[ FAN FIC ] THE RED ROAD 3×6 – FINAL DE TEMPORADA

 

Escrito por Graziella Azrak #Gypsy

rumos

FINDING NEW ROADS

Deena desligou o telefone logo após aquela frase e Skye apenas encarava a mulher, com a sobrancelha erguida, num tom questionador. A engenheira, puxou a cadeira e se sentou, guardando o celular no bolso da camisa xadrez que estava usando.

– O meu pai me jurou que quando fosse o momento, ele iria me ajudar a resolver todas as situações com a reserva. Foi a minha condição para perdoá-lo de todo o mal que ele fez aos ramapos. Eu devo isso à você.

– Você não me deve nada. – Skye protelou.

– Devo sim, você foi a única amiga que eu tive na escola e até hoje é assim… – pegou a mão dela. -…além do mais, meu pai foi um dos responsáveis por todas as coisas ruins que aconteceram aqui. – soltou a mão dela. – Ele virá, entrará com o pedido de reconhecimento da reserva como área ambiental protegida e usará do seu prestígio como juíz para acelerar esse processo. Enquanto isso, eu irei ao capitão Harold Jensen, exigir proteção para a reserva até que esse documento saia.

– E você acha que o capitão Jensen vai ajudar?

– Ah, vai! – Deena balançou a cabeça. – Com certeza vai! – levantou-se da mesa.

– Onde você vai? – a advogada acompanhou os movimentos dela, com os olhos.

– Vou até a delegacia e em seguida vou… – parou de falar.

– …vai encontrar o Kopus. – Skye sorriu. – Tudo bem. Estão juntos, eu aceito isso numa boa. – respirou fundo. – Quem sabe, minha raiva dele não passe ao ver o quanto ele te faz feliz. – piscou.

– Na verdade vou encontrá-lo sim, mas porque temos que recolher as últimas amostras. Também vou ter que ir até N.Y, atrás de contrarar um pessoal para ajudar na descontaminação do local: água, terra. Vai ser demorado. Mas agora que eu já tenho dados, podemos começar.

– Bom, eu vou deixar Michael com a vizinha, enquanto vou atrás dos papéis de soltura do Junior. Quero conseguir trazê-lo para casa o mais rápido possível.

– Ótimo. – Deena respondeu e pegou as chaves da caminhonete. – Te vejo mais tarde. – disse e saiu pela porta da frente.

Skye aproveitou para se levantar dali e arrumar as coisas do pequeno Michael e deixá-lo na casa da vizinha que sempre tomava conta dele, quando ela precisava. Por alguns segundos se permitiu pensar em Kopus e na noite agradável que tiveram uma vez conversando em sua varanda, sobre como ela foi rude com ele depois e sobre como ela ainda não conseguia confiar totalmente nele. Balançou a cabeça negativamente e colocou seus pensamentos em ordem, arrumando a pasta com documentos, assim que terminou a bolsa do garoto. Pegou o pequeno nos braços e brincou com ele, que sorriu abertamente para ela, exibindo os dois dentes que agora ele tinha na boca, o que a fez sorrir também. Saiu de casa, deixando-o na vizinha e adentrou seu carro, arrancando dali, diretamente para a o centro de detenção de Nova Iorque.

Já na delegacia, Deena adentrou a repartição à procura do capitão e quando foi dito a ela que ele não poderia recebê-la, ela apenas ignorou o policial que havia lhe atendido e seguiu na direção da sala dele. Abriu a porta bruscamente e encontrou o homem sentado, falando ao telefone, aparentemente com a esposa Jean.

– Senhor, desculpe, eu disse que não poderia atender, mas ela…

– Ele pode me atender sim, soldado. – Deena olhou para o policial e em seguida para Harold. Estreitando seus olhos nele. – Inclusive ele vai, não vai, Harold? – arqueou ambas as sobrancelhas, encarando-o.

– Tudo bem, soldado. Você pode ir. – respirou fundo e colocou o telefone novamente no ouvido. – Eu te ligo depois, querida. – desligou o telefone e encarou a mulher. – Não pode chegar aqui e invadir meu escritório, Deena. Isso aqui é uma delegacia.

– É uma ameaça, Harold? Vai pedir pra sua mulher me atropelar? – sentou-se na cadeira de frente para a mesa dele e cruzou as pernas, colocando as mãos entrelaçadas sobre o colo. – Ou talvez, me sufocar com uma sacola? Quem sabe me atirar no lago e esperar que eu me afogue e depois acusar outra pessoa? – deu um meio sorriso de lado. – Talvez ainda intoxicar a água que eu bebo? – abriu mais o sorriso.

– O que é que você quer, Deena? – Harold estreitou os olhos nela.

– Quero proteção para a reserva. Quero que a polícia se dedique mais aos ramapos, que passem diariamente por lá, ou até que possam ficar de plantão na reserva por algumas semanas.

– E eu quero ser presidente dos Estados Unidos. – ele debochou. – Mas nem sempre dá pra ter tudo que se quer, Deena. – escorou-se na sua cadeira.

– É impressionante o quanto você é frouxo, Harold. – ela riu.

– Cuidado, está falando com o capitão de polícia, eu posso mandar prendê-la por desacato. – respondeu, sério.

– Mande. Será um prato cheio para que eu conte tudo o que eu sei, ainda mais porque tenho como provar. – piscou à ele. – descruzou as pernas e puxou a cadeira para mais perto da mesa dele, escorando os braços sobre ela. – Sua mulher sabe que você é obcecado por mim, Harold? Que durante todos esses anos desde que ela se tornou uma maluca, você me ligou para chorar e desabafar? Ela sabe as coisas que você me contou? Sobre o atropelamento do garoto ramapo em que você ocultou as provas que incriminavam ela? Sobre ela ter deixado o pai dela morrer, sem fazer nada após ter tentado asfixiá-lo? Sobre a verdade da morte do Brian? – novamente arqueou a sobrancelha e se encostou na cadeira, encarando os olhos dele, sério.

– Eu não sou obcecado por você, Deena. – abaixou a cabeça. – Sinceramente, eu pensei que fossemos amigos… – ergueu apenas os olhos à ela. – …mas você está mudada, Deena. Nem parece a mesma pessoa que falava comigo ao telefone todas as vezes que eu ligava.

– O que esperava, Harold? Que eu ficasse feliz em saber das coisas que você e sua esposa foram capazes de fazer? Como incriminar o Kopus pela morte de Brian? Atropelar um garoto e se livrar da culpa? Esconder a verdade sobre a contaminação da reserva, que você sabia muito bem? – deu algumas afirmativas com a cabeça. – Eu era sua amiga sim, até descobrir tudo do que você é capaz. – sorriu de lado. – Agora sobre sua obcessão, eu já disse, eu tenho como provar. Todas as nossas ligações foram gravadas e estão muito bem guardadas, longe daqui. – molhou os lábios e continuou. – Eu não pretendo usar nada disso contra você, Harold e nem contra a maluca da sua mulher, se… – suspirou pesadamente.

– Se? – perguntou.

– Se você mostrar o mínimo de dignidade e me ajudar com o que eu estou pedindo.

Harold se levantou e serviu sua caneca de café, andando de um lado para o outro da sala.

– E por que é que a reserva precisa tanto de proteção? – encostou-se num armário, levando a caneca aos lábios.

– Um homem apareceu por lá, quer as terras e disse que conseguirá de qualquer forma. Skye corre perigo, sendo ela a líder da reserva e sendo ele um homem influente, tio do Junior, namorado da sua filha aliás.

– Aquele marginal não é namorado da minha filha.

– Lava a boca, Harold. Você não está em posição de chamar ninguém de marginal. – ela rebateu.

O capitão de polícia, terminou o café e deixou a caneca sobre o armário, chegando mais perto da mesa. Encarou a mulher do alto e estreitou os olhos nela.

– Tá certo, Deena. Eu vou revesar dois homens durante o dia e dois homens durante à noite, por duas semanas. Depois disso, estarão por sua conta e risco.

A engenheira se levantou da cadeira e encarou os olhos dele de perto, devido a distância curta em que seus corpos estavam.

– É pouco. Meu pai não consegue tomar todas as providências necessárias nesse tempo, se eu precisar de mais, você me dará mais. – ajeitou a gola da camisa dele. – Certo?

Ele engoliu seco e assentiu com a cabeça.

– Ótimo. – ela sorriu abertamente. – Tenha um bom dia, Harold. – e virou-se para sair da sala dele.

Mas antes que ela se desviasse, ele segurou o pulso dela:

– Espera. – ele respirou fundo. – E sobre tudo que falamos ao telefone durante todos esses anos, Deena?

– Como eu disse, está tudo guardado, Harold e eu vou te dar a chance de ser homem o suficiente para assumir seus atos, portanto nada farei com o que tenho gravado.

– Eu posso confiar em você?

– E eu? Posso confiar em você? – ela puxou o braço e saiu da sala dele, tomando a direção da saída da delegacia, diretamente para sua caminhonete, estacionada do outro lado da rua.

Adentrou o veículo e retirou o celular do bolso, ligando novamente para seu pai.

– Oi, sou eu de novo. Preciso que passe em meu apartamento e pegue uma caixa de madeira trancada que está dentro do meu armário e traga pra mim quando vier, tudo bem?

Explicou exatamente onde estava a caixa, agradeceu ao pai e desligou o telefone, dando partida no carro e arrancou dali, diretamente para a casa de Phillip Kopus. Harold aproveitou a saída da mulher e chamou o soldado que antes havia estado em sua sala e deu ordens para que ele e o parceiro, fizessem ronda na reserva dos ramapos. Iria providenciar que dois outros homens, fizessem o mesmo à noite. Sua preocupação não era com a segurança dos nativos e tão pouco com a reserva e sim, com as ameaças de Deena e as consequências que viriam se ela resolvesse abrir a boca. Ainda teria que pensar bem em como lidar com a engenheira, afinal, ele era um capitão de polícia e para ele, qualquer ameaça deveria ser eliminada.

Eram quase dez da manhã quando finalmente estacionou a caminhonete em frente a casa de Phillip Kopus, que estava tentando terminar de consertar sua própria caminhonete que havia ficado parada por muito tempo desde que havia estado preso. Ao avistar a mulher se aproximar, ele deixou a chave que tinha nas mãos, jogando-a na caixa de ferramentas no chão, ao lado do veículo e saiu de trás do capô aberto, limpando as mãos com um pedaço de estopa. Deena se aproximou, retirando os óculos de sol e pendurou no decote da camisa que usava, dando um meio sorriso:

– Oi. – parou perto dele.

– Oi. – ele respondeu, deixando a estopa sobre o motor ainda aberto da caminhonete. – Demorou hoje. Aconteceu alguma coisa? – perguntou.

– Eu tive que resolver algumas coisas na cidade. – ela disse e então olhou para o capô aberto e para ele. – E aí? Tudo certo? – encarou os olhos dele.

– Quase. – ele disse e deu mais um passo a frente.

A mulher deu um sorriso mais aberto enquanto olhava nos olhos dele que a encaravam fixamente.

– Quase? – perguntou. – Aconteceu alguma coisa? – repetiu a pergunta que ele havia feito a ela minutos atrás.

– Não. – levou a mão à cintura dela e a puxou com força, para perto dele, colando seu corpo ao dela, olhando nos olhos dela de perto. – Mas vai acontecer. – e então beijou os lábios dela intensamente.

Deena levou as duas mãos aos cabelos dele, acariciando a nuca dele, deslizando pelos ombros suados na regata preta que ele usava, voltando a subir e deixou-se envolver por aquele beijo quente e selvagem que ela já gostava tanto. Ele afastou seus lábios dos dela e mordeu seu queixo:

– Acho que agora está tudo certo. – sorriu friamente.

Ela reabriu os olhos e encarou os dele, levando uma das mãos aos cabelos dele, enquanto a outra ainda massageava a nuca dele.

– Você tem graxa nos cabelos. – mordeu o próprio lábio. – Precisa de um banho urgente. – arqueou as sobrancelhas.

O homem deu dois passos para trás e a encarou dos pés à cabeça e foi até a caminhonete, fechando o capô com uma batida forte e em seguida voltou a ficar de frente para ela, levando agora as duas mãos à cintura dela.

– Boa ideia! – e voltou a beijar a boca dela, erguendo a cintura dela, para pegá-la no colo.

A engenheira subiu no colo dele, enlaçando as pernas no corpo dele, enquanto seus braços estavam em volta do pescoço dele e ela o beijava intensamente, cheia de desejo e saudades dele. Entraram na casa, no chuveiro e novamente se entregaram um ao outro como no dia anterior. Estavam muito envolvidos, se gostavam, se queriam, Deena estava apaixonada. E depois de uma verdadeira maratona sexual entre os dois, ela contou para ele sobre a saída de Junior e sobre os problemas que Skye vinha enfrentando com o tio dele e também que havia acertado proteção com Harold Jensen. Kopus aproveitou para contar sobre a nada feliz visita de Jean em sua casa durante a madrugada e também que havia decidido trabalhar em casa e consertar coisas, como ela mesmo havia sugerido. Passaram o restante da tarde juntos e assim, outras tarde e noites.

Cerca de duas semanas mais tarde, Deena e Kopus estavam cada vez mais envolvidos, os guardas faziam vigia na reserva. Skye se envolvia cada vez mais com o pequeno Michael, sentindo-se cada vez mais mãe do pequeno. Jean havia dado um tempo da reserva, assim como o tal tio de Junior.
E naquela manhã, Phillip parecia nervoso. Deena estava em Nova Iorque, afinal, seu pai havia chegado e trazido consigo a caixa que ela havia lhe pedido além de esperança para finalmente legalizar a situação da reserva dos ramapos. Depois de uma longa conversa com o juíz Howard, Deena voltou à reserva com a caixa e muitas notícias vindas do pai sobre o caso. Desceu da caminhonete e foi direto de encontro à ele, que estava impaciente na varanda.

– Finalmente! – foi até e ela e segurou seu rosto, beijando-lhe a boca com vontade.

– Chegaram? – ela perguntou.

– Não. Ainda não. – ele respondeu, afastando-se dela e passou a mão pelos cabelos. – Sinceramente, não acho uma boa ideia Rachel ter ido com ela.

– Fica calmo, Phillip. – Deena pegou a mão dele, entrelaçando a sua. – Vai dar tudo certo! – sorriu.

– Eu queria ter metade da sua confiança. E se não deixarem ele sair? – questionou.

E antes que ela respondesse alguma coisa, o carro de Skye apontou na entrada da casa. Estacionou ao lado da caminhonete de Deena e desceu do veículo e Rachel que estava no banco do passageiro, fez o mesmo. Também desceu juntamente com elas, do banco de trás, Junior, finalmente liberado do reformatório de Nova Iorque. Pela primeira vez, Kopus se sentia quase que completamente feliz, se tivesse sua mãe, estaria perfeito. Soltou a mão da engenheira e olhou para ela que olhou para ele de volta e sorriu e ele então desceu da varanda, indo até o carro e parou de frente para o rapaz.

– Meu irmão. – foi tudo o que ele disse.

E Kopus apenas deu um abraço apertado no rapaz, como se pedisse perdão por todas as burradas que havia feito na vida e induzido ele a fazer também, deu um tapa em suas costas e sussurrou com a voz ainda engasgada:

– Irmão.

FIM DA 3 TEMPORADA

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Nós queríamos tanto um encerramento digno do Kopus e do Momoa que não resistimos, quando surgiu a ideia de criarmos um final alternativo para o que poderia ter ocorrido com o nosso amado. Então quando surgiu a oportunidade a nossa querida Grazy agarrou com tudo e fez esse trabalho incrível. Espero que vocês tenham gostado também. Adorariamos saber…

Gostou da nossa fanfic ?

Ela foi inspirada no que gostaríamos que acontecesse com o nosso querido Kopus, infelizmente THE RED ROAD terminou sem uma conclusão, então daí surgiu a ideia da fanfic.

O que vocês pensam de continuarmos?

Nós adoraríamos, mas precisamos saber de vocês.

Deixem sua opinião.

Mahalo

Skye

 

 

 

 

 

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Sobre Jason Momoa Brasil

Somos um grupo de fãs brasileiras APAIXONADAS por esse lindo gente fina. Tivemos a sorte de conhecê-lo no ano de 2014, isso nos fez amigas e junto com essa amizade nasceu este blog, onde cada uma de nós terá o seu espaço para prestar homenagens em forma de texto para o nosso Big J.
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