[ FAN FIC ] THE RED ROAD SEASON 3×3

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

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RESTART, AGAIN

Deena e Kopus passaram a manhã dentro da floresta. A engenheira aproveitava para demarcar os lugares por onde passavam e colher mostras de terra do local. Enquanto ele a ajudava com as anotações e carregando seus equipamentos, os dois conversavam sobre a reserva:

– Achei muito legal da sua parte deixar Michigan e vir até aqui, ajudar a Skye. – ele comentou, enquanto guardava um dos frascos que ela lhe entregara.

Estava abaixada no chão, colhendo mais um punhado de terra enquanto ouvia o homem parado de pé, atrás dela falar. Levantou-se e virou de frente para ele.

– Era o mínimo que eu podia fazer depois que meu pai ajudou com os estragos a essa terra. – fechou o saquinho com a amostra, fazendo uma anotação do lado de fora dele, o mesmo número que ela colocara na árvore ali perto, entregando à ele. – E Skye é minha amiga, Kopus.

– Eu sei disso. – ele deu uma afirmativa com a cabeça enquanto encarava os olhos dela. – Eu não tive nada a ver com a morte do Brian, Deena. Você sabe o quanto eu gostava daquele garoto e também eu… – abaixou a cabeça.

– …amava a irmã dele. – ela completou.

Phillip ergueu seus olhos e novamente encarou a mulher à sua frente.

– É. Amava.

– Eu sei disso, eu sei de tudo isso, Phillip e eu nunca culpei você pela morte do Brian, mesmo quando os boatos eram esses e hoje, eu tenho certeza absoluta de que você é inocente… – balançou a cabeça. – …pelo menos desse crime.

Kopus balançou a cabeça e continuou a andar, acendendo a lanterna enquanto adentravam a mina.

– Cuidado por aqui. Pode ter algum buraco, o deslizamento de terra. – avisou e continou entrando.

Deena vinha atrás dele, com sua lanterna também, observando atentamente o lugar. E então ele continuou.

– Eu fiz muita coisa errada, sim Deena. Cometi crimes, fui um verdadeiro imbecil em alguns momentos mas, foi porque eu me perdi. – parou virando-se e ficou de frente para ela. – Você não tem ideia do quanto foi duro pra mim ser acusado. Pelo prefeito, pela Jean, pelo filho da mãe que agora é marido dela, pela minha mãe, pelo meu tio Max. Eu fui expulso sem poder me defender e a única pessoa que me acolheu, foi o idiota do meu pai e por quê? Porque ele queria me envolver no jogo sujo dele e foder com a minha vida. – soltou um riso irônico e completou. – E conseguiu.

A mulher novamente se abaixou, colhando uma amostra de terra e guardou no saquinho, ouvindo tudo o que ele falava e quando ele terminou, ela resolveu se pronunciar.

– Eu entendo tudo isso, Phillip. – se levantou e se aproximou dele, guardando o saquinho na caixa com ele e ergueu a cabeça, olhando nos olhos dele, estavam próximos um do outro e tinham seus rostos iluminados pelas luzes das lanternas em suas mãos. – Não concordo, pois acho que você poderia ter tomado outras atitudes, mas entendo. Não vale a pena remoer o passado, Phillip. Tente focar no presente, no futuro. Você não precisa ser o velho Phillip Kopus. – deu um meio sorriso.

Olhando nos olhos dela, ele deu um sorriso um pouco mais aberto e uma afirmativa com a cabeça, fechando a caixa.

– Agora eu entendo porque o Brian amava tanto você, santinha. – piscou à ela.

Ela não resistiu à aquilo e riu, dando algumas negativas com a cabeça e virou-se de costas para sair da mina.

– Já te disse que não sou mais nenhuma santinha, Kopus. Vamos sair daqui, está muito quente. Terminamos a minha e a região da beira do lago amanhã. – disse e foi saindo.

Phillip seguiu o caminho atrás dela, observando os passos da mulher que acabou por pisar em falso e quase caiu na entrada da mina, se não fosse ele ser rápido e agarrá-la pela cintura, puxando-a de volta. Naquele momento seus corpos ficaram praticamente colados um ao outro e ela pode olhar nos olhos dele um pouco mais de perto.

– Eu disse pra ter cuidado. – ele lembrou-a do alerta que havia lhe dado mais cedo e engoliu seco, sem desviar seus olhos dos dela.

– Tudo bem. – ela respirou fundo, sentindo as mãos dele a segurando firme e levou as suas de encontro às dele. – Eu tô legal. Desculpa. – pigarreou e tirou as mãos dele dali, abaixando-se para pegar a lanterna que havia deixado cair com o escorregão e saiu finalmente da mina.

Novamente na caminhonete, ela foi até a porta traseira da mesma para abrir a carroceria, mas a porta estava apresentando alguns problemas há dias.

– Mas que merda! – xingou, enquanto tentava abrir a porta, sem sucesso.

– Tudo bem, deixa que eu faço isso pra você! – ele deixou as coisas ao lado do veículo e se aproximou, levando o braço por dentro da porta e com um macete abriu a mesma. – Prontinho. – apontou a porta à ela. – Se quiser, eu conserto isso pra você.

– Seria ótimo. – ela disse e então abriu a caixa com gelo e retirou duas garrafas de cerveja, entregando uma à ele. – Você é bom com essas coisas? Esses consertos?

– Eu me viro bem. – abriu a cerveja.

– Podia fazer disso sua profissão. – repetiu o gesto dele, abrindo sua garrafa também. – Seria um modo de recomeçar, não?

– É, pode ser. Prometo que vou pensar. – piscou à ela.

– Então, aos recomeços! – ela completou e piscou de volta, batendo sua garrafa na dele.

Depois de algumas cervejas e descansarem um pouco, Deena decidiu que o melhor seria voltarem para casa e no outro dia, terminariam de remarcar a mina e beira do lago. Parou na casa de Kopus e ia apenas deixá-lo por lá, mas então o outro a lembrou da porta de sua carroceria ainda emperrada.

– Não quer que eu conserte sua porta? – perguntou, antes de descer da caminhonete.

– Ah, é mesmo. – ela desligou o motor e tirou a chave do contato. – Se não for demorado, eu espero. – disse e abriu a porta saindo da caminhonete.

Philip desceu junto com ela e então, foi até a garagem onde costumavam ficar as ferramentas, dele, de Junior, da família, com certeza ele poderia achar algo para consertar o problema na trava da porta. Enquanto Deena esperava do lado de fora, encostada na caminhonete, com os braços cruzados e os óculos espelhados cobrindo seus olhos, avistou um carro se aproximar. Logo a mulher desceu do carro, vestida com um casaco azul, calça jeans e sapatos confortáveis nos pés. Diferente de vinte anos atrás, porém, ela sabia bem quem era.

– Jean? – a engenheira ergueu o rosto e deu um meio sorriso frio.

– Surpresa, Deena? – a mulher se aproximou, fechando o casaco e cruzando os braços. – Sinceramente, eu estou surpresa. Vinte anos depois, você está de volta à cidade e… – olhou para Philip que saía da garagem com a caixa nas mãos. – …na casa de Philip Kopus!?

– Jean. – o homem a cumprimentou e foi até a porta traseira da caminhonete. – Tudo bem? – perguntou para Deena.

– Tá, tá tudo ótimo. Vamos deixar você trabalhar. – a engenheira se desencostou da caminhonete e descruzou os braços. – Vamos dar uma volta, Jean.

E então saíram juntas, caminhando lado a lado pelos arredores da casa, enquanto Jean procurava um modo de começar a conversa:

– Sei que você esteve lá em casa ontem, Deena. – disse, levando as mãos aos bolsos da calça.

– Ah, sim. Harold te contou da minha visita? – Deena completou.

– Olha, eu não sei por qual motivo está aqui realmente, não sei o que quer e também não me interessa o motivo do seu envolvimento com o Philip mas… – parou de frente para a engenheira. – …você não tem motivos para remexer o passado. Harold já tem problemas com a reserva, eu não sou muito bem vista por aqui também. – abaixou a cabeça, respirou fundo e continuou. – Brian está morto. Meu pai também está e revirar o passado não vai adiantar de nada mais.

A geóloga riu sarcasticamente e tirou os óculos do rosto, encarando a mulher:

– Então é isso que você pensa? Que só porque Brian está morto, tanto faz que é acusado da morte dele? Que seu marido pode sair ileso sendo que era ele quem estava com Brian naquela noite e não Kopus. Kopus que foi enxotado da cidade como lixo, como se fosse um bandido quando na verdade foi uma vítima de um golpe de um garoto mimado e egoísta.

– Muito me admira você defendendo o Philip, Deena. – respondeu nervosa.

– Muito me admira você, Jean. Você que dizia amar tanto esse homem, não defendê-lo após saber a verdade. E você sabe a verdade. Não só sobre isso, mas sobre as torturas que seu irmão sofria, sobre o lixo tóxico e toda a química que seu pai fechava os olhos e deixava que fosse despejado na reserva, sobre a morte do seu irmão. – molhou os lábios com a língua e deu algumas negativas com a cabeça. – Eu nunca gostei do Philip, achava ele um babaca que dava drogas ao Brian e o deixava mal, mas eu nunca acusaria ele injustamente e eu jamais duvidei da lealdade dele. Ele te amava e adorava o Brian, ele jamais o deixaria morrer.

– Não fale, não… – Jean parecia descontrolada ao ouvir as palavras dela.

– E você não apoiou ele. Você deixou que seu pai, que o líder da reserva expulsassem ele daqui. Você vê as consequências disso hoje? – a engenheira continuava a encarar a mulher que levava as mãos a cabeça e pedia para ela parar de falar. Alterou o volume da voz e continuou. – Não adianta dar uma de coitadinha comigo, Jean. Eu te conheço bem demais. Sua doença é em parte culpa, culpa dos erros que você comete porque simplesmente não raciocina antes de tomar atitudes: foi assim com o Brian, foi assim com o Kopus, foi assim com o garoto da reserva que você atropelou. É, eu sei de tudo. Você estava com seu pai quando ele infartou, não estava? – estreitou os olhos nela.

– CHEGA! CALA A BOCA, DEENA, CALA A BOCA! – gritou e encarou a mulher com raiva.

Kopus que estava tentando se concentrar no que fazia não pode deixar de notar ainda que de longe o teor da conversa e apenas observava as duas, quando Jean se alterou e gritou com a outra. A mulher se aproximou da engenheira e lhe apontou o dedo na cara:

– Eu não quero mais você perto da minha casa e nem da minha família. Deixe a gente em paz. – falava entre os dentes.

– Paz? – ela riu. – Sim Jean, eu voltei pra cá porque eu quero paz também. Paz pra mim, para Skye e os ramapos e eu vou conseguir essa paz. Quando eu conseguir colocar de volta todos os pingos nos is.

– Vá pro inferno! – Jean murmurou por fim e saiu apressada, na direção de seu carro, adentrando o mesmo e saiu dali bruscamente cantando pneus.

Deena apenas suspirou profundamente e deu algumas negativas com a cabeça e voltou a caminhar na direção de sua caminhonete, onde Philip a encarava sério, com uma chave de fenda na mão e um punhado de estopa na outra.

– Tudo bem? – ele repetiu a mesma pergunta que havia feito antes daquela atmosfera toda começar.

– Parece que sua ex não ficou muito feliz em me ver. – disse num tom irônico porém descontraído. – Ainda mais na sua casa. – encostou-se na caminhonete e cruzou os braços, sorrindo a ele.

– Você falou bem: ex, de muitos anos atrás. – bateu a porta fechando a mesma e escorou o braço nela, encarando a mulher. – Recomeços tendem a deixar o passado no passado, Deena. – jogou a chave na caixa que estava no chão ao seu lado.

– Menos quando o passado pode trazer consequências para o presente e o futuro, Philip. – sorriu de lado. – Você não vai me convencer a jogar uma pedra em cima de toda a sujeira dessa cidade, Kopus.

– Ok. – ele abaixou e pegou a caixa do chão. – Sua porta está pronta.

– Sério? – desencostou-se e foi até a porta e abriu e fechou a mesma por três vezes. – Você é realmente muito bom nisso.

– Eu sou bom em muitas coisas, santinha. – piscou à ela e sorriu.

– É, vamos descobrir…babaca! – riu, suspirou e desviou os olhos dele, colocando novamente os óculos. – Bom, eu vou nessa agora. Preciso trabalhar nas amostras que pegamos e amanhã continuamos nossa trilha. Te vejo às sete?

– Às sete. – combinou o horário e afastou-se da caminhonete.

Deena adentrou o veículo e deu a partida, arrancando dali diretamente para a casa de Skye. Buzinou para ele que apenas fez um leve gesto com a mão enquanto a via partir. Parte dele estava com uma felicidade incomum em ter aquela mulher que um dia fora uma garota que ele detestava por perto. E ela pelo caminho, pensava exatamente a mesma coisa, que talvez odiasse Philip Kopus porque não o conhecia tão bem como agora tinha a oportunidade de conhecer.

Já na casa de Skye, tomada banho e assistindo a um programa qualquer de TV, viu quando a amiga chegou em casa, com o bebê nos braços.

– Hey, Skye. Onde esteve? Eu cheguei a horas, fiquei preocupada. – se levantou do sofá, indo até a amiga que ia na direção do quarto.

Skye colocou o menino no berço e saiu do quarto.

– Desculpe, o bebê teve febre e eu saí apressada, nem tive tempo de deixar um bilhete. Estava com ele no hospital.

– E ele está bem? – a moça perguntou, preocupada.

– Sim, agora está. Ele está ficando meio resfriado, mas foi medicado. Vai ficar bem. – sentou-se na mesa da cozinha. – Eu estou exausta.

– Você é uma excelente mãe, sabia? – a mulher sorriu e abriu a geladeira, pegando duas cervejas e abriu ambas, entregando uma a ela.

– Eu não sou a mãe dele, Deena.

– É? E quem é então, se não você? – piscou à ela e foi até o fogão, abrindo o forno. – Comprei uma pizza. – voltou, colocando a caixa em cima da mesa.

– Ah, que ótimo! Não estava mesmo com ânimo de cozinhar. – comentou e sorriu de lado. Olhou para a garrafa que segurava entre as mãos e então, começou a falar novamente. – Eu fiquei tão assustada com a febre do Michael, nada baixava, nem banho, nem o remédio costumeiro, entrei em desespero. A cada dia que passa me apego mais à ele.

– E ele à você, Skye. Vocês já são parte um do outro. – deu um gole na cerveja. – O que houve com a mãe do Michael, Skye?

– Ela foi embora depois que o Mike sumiu misteriosamente. – deu um meio sorriso frio. – Misteriosamente. Tá na cara que isso foi coisa do Kopus. – respirou fundo. – Por falar nisso, como foi hoje o seu dia com Philip Kopus.

Deena sorriu abertamente, dando algumas afirmativas com a cabeça e puxou o ar entre os dentes antes de começar falar.

– Olha, até que foi bem interessante. Ele não é tão babaca quanto eu pensava e nem tão mau quanto você acha que ele é.

– Não acho que ele seja mau, mas não consigo perdoá-lo e confiar nele, não depois do que aconteceu a Marie. – bebeu mais gole e olhou para a mulher que agora se sentara a sua frente. – Mas você então gostou de trabalhar na companhia dele? – desviou o foco para a amiga.

– Ele ajudou bastante. Conversamos um pouco, acho que nos tornamos amigos. – disse. – Colhi algumas amostras e já comecei a análise. Os resultados saem em dois dias no máximo. Amanhã voltaremos ao mesmo local para terminar as demarcações. – se levantou pegando a garrafa. – É por isso que eu vou deixar você comer sua pizza e descansar e vou pra minha cama dormir. Combinei às sete com o Philip. – se aproximou da amiga e lhe deu um beijo na testa.

Skye deu um abraço com um dos braços na amiga e sorriu abertamente.

– Boa noite, Deena.

– Boa noite, amiga. Descanse está bem? – deixou a garrafa em cima da pia e foi para seu quarto fechando a porta.

Skye ficou mais um tempo ali, comeu sua pizza, tomou mais uma cerveja e só então se levantou. Foi até o quarto de Michael (nome que ela havia dado ao menino desde que ficara responsável por ele) para ver se estava tudo bem e só depois disso, foi para o chuveiro, tomar um banho quente e descansar.

Deitada em sua cama, olhando para o teto do quarto, Deena pensava na conversa que havia tido com Philip na mina, a discussão com Jean logo depois, Skye e o pequeno Michael e agora uma curiosidade lhe atiçara: queria saber o que havia acontecido com Mike, o pai do menino. Adormeceu logo e no outro dia de manhã, vestida em calça jeans e uma regata preta, além das botas nos pés, o rabo de cavalo e seu inseparável aviador espelhado, eram sete e quinze quando parou a caminhonete na frente da casa de Philip Kopus e não o avistou lá fora. Buzinou uma vez, duas, três. “Filho da mãe!”, pensou enquanto encarava a porta da casa, impaciente.

Be continued…

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Sobre Jason Momoa Brasil

Somos um grupo de fãs brasileiras APAIXONADAS por esse lindo gente fina. Tivemos a sorte de conhecê-lo no ano de 2014, isso nos fez amigas e junto com essa amizade nasceu este blog, onde cada uma de nós terá o seu espaço para prestar homenagens em forma de texto para o nosso Big J.
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