[ FAN FIC ]THE RED ROAD SEASON 3×2

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

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 FREENDOM AT WHAT PRICE?

Horas depois de saírem do presídio de N.Y, Deena chegava com Kopus à reserva. Desligou o motor de sua caminhonete bem em frente à casa de Marie, onde ela morava com Junior e onde ele também havia morado tempos atrás. Phillip deu uma olhada de relance para a casa e arqueou a sobrancelha, não muito animado.

– Por que me trouxe pra cá? – perguntou com o antebraço apoiado na porta do carro, enquanto olhava para a casa.

– Sua mãe morava aqui, a casa passou por uma reforma depois do que aconteceu e… – Deena explicava olhando para ele que permanecia em parte de costas para ela. Abaixou a cabeça. – …Skye e eu achamos que você fosse querer morar aqui. – e então ergueu os olhos à ele.

Kopus virou-se para ela e deu um riso irônico, encarando a mulher.

– É claro, por que eu não iria querer viver no lugar onde vi minha mãe morrer? – deu algumas negativas com a cabeça.

Não havia como competir com aquilo. Talvez ele estivesse certo, ou talvez não. Deena, apenas suspirou pesadamente e tirou as mãos do volante da caminhonete, tirando a chave do contato enquanto ainda olhava para ele.

– Bom, aposto que nem todas as lembranças dessa casa são ruins e, talvez sua mãe fosse querer que tivesse um recomeço aqui. Afinal, logo Junior estará livre também e vocês poderão ser uma família. – abriu a porta e tirou o cinto, descendo do carro. – Vamos.

Saiu batendo a porta e deu a volta na caminhonete. Phillip desceu também e bateu a porta, indo na direção da varanda da casa e então, Deena abriu a porta para que entrassem. Já na sala, ele olhou bem o lugar, mantendo a expressão séria no rosto. A engenheira resolveu quebrar o silêncio.

– É melhor você tomar um banho e descansar um pouco, Kopus. A dispensa está cheia. Como eu disse, preparamos a casa para a sua volta. Coma alguma coisa e durma um pouco, mais tarde eu volto para falarmos sobre o mapeamento da reserva e, amanhã começamos o trabalho.

– Pode agradecer a Skye por mim? – ele se virou e encarou a mulher, arqueando a sobrancelha.

– Sim, é claro. – Deena respondeu e cruzou os braços. – Não se preocupe, Kopus. Ela ainda está com raiva, mas tenho certeza que vai passar. Eu estou hospedada na casa dela, vou transmitir seu recado.

Virou as costas para sair novamente da casa, mas antes que abrisse a porta, ele a chamou de volta.

– Deena? – ele se virou completamente e ergueu seus olhos aos dela, encarando-a diretamente. – Por que ser tão legal comigo? Pelo que me lembro, eu sempre fui um babaca com você.

A engenheira deu um meio sorriso e arqueou a sobrancelha, cruzando os braços.

– E foi mesmo. Mas éramos adolescentes e eu prefiro sempre acreditar no melhor das pessoas. Eu duvido que depois de tudo o que te aconteceu, ainda seja o mesmo babaca. – piscou à ele e virou-se finalmente saindo da casa.

Enquanto na casa de Skye, Deena tomara seu banho e dividira uma garrafa de vinho com a amiga e conversava sobre o estudo da área afetada da reserva, na casa de Marie, Phillip Kopus também havia tomado banho, comeu alguma coisa e deitou-se na cama de seu antigo quarto, enquanto olhava para o teto do quarto e pensava. Pensava em Junior, em seu pai, em sua mãe, na morte dela, na morte de Max e em tudo que ele havia ajudado a piorar. Adormeceu logo depois, mas fora acordado no meio da noite por um pesadelo que vivia lhe atormentando, a cena da morte de Marie. Sentiu o sangue ferver, queria vingar a morte dela, queria vingar o fato de Junior estar preso, queria vingar o fato de toda aldeia estar condenada por causa da água e a terra contaminados. Não conseguiu mais dormir pelo resto da noite e então, ficou vagando de um lado para o outro pela casa.

Naquele mesmo dia, o jantar na casa dos Jensen fora um tanto conturbado. Jean havia tido um surto quando Rachel lhe disse que iria visitar Junior no reformatório. Harold acabou proibindo a garota de sair ou voltar a visitar Junior e a garota saiu da mesa aos berros indos se trancar no quarto. A mulher então falou com o marido sobre Deena e que ela poderia ter ajudado o irmão a se suicidar, por tê-lo abandonado. Harold tentou acalmar a esposa, deu-lhe um remédio e então a colocou na cama e depois, desceu dali, indo para a sala, onde abriu uma cerveja e ligou a TV para ver o jogo de baseball. Foi quando viu os faróis e ouviu o barulho da caminhonete estacionando em frente sua casa. Ele saiu e então deu de cara com Deena Howard, descendo da caminhonete. A engenheira bateu a porta e se aproximou do capitão de polícia com um meio sorriso cínico nos lábios e as mãos nos bolsos de trás do jeans que usava:

– Deena? O que faz aqui tão tarde? – perguntou e fechou a porta se aproximando dela.

– Surpreso, Harold? – ela perguntou e deu uma boa olhada pelo bairro. Suspirou e voltou a olhar para ele. – Eu bebi um pouco com a Skye e fiquei entendiada, resolvi dar uma volta. Bela casa. – comentou. – E a Jean?

– Ela estava indisposta, foi se deitar. – desconfiado, respondeu de forma seca estreitando os olhos nela. – E como foi sua visita ao Kopus?

– Você não soube? Ele saiu da cadeia hoje. – Deena respondeu, retirando as mãos dos bolsos e cruzou os braços. – É curioso, Harold. Curioso que todos na cidade e na reserva onde ele cresceu pensem que ele teve algo a ver com a morte do Brian quando, na verdade, era você quem estava com ele naquela noite.

– Eu não quero falar sobre o Brian. – ele respondeu e virou-se para entrar em casa.

– Mas eu quero. – ela deu alguns passos a frente. – Você era louco pela Jean, mas sabia o quanto ela era apaixonada pelo Kopus. Armou pra ele. Culpou-o pela morte do Brian e tornou-se premio de consolação da irmã gêmea dele. Tsc tsc tsc, que baixaria!

O policial se aproximou dela e apontou-lhe o dedo, falando entre os dentes trincados com raiva.

– Você não tem o direito de voltar aqui vinte anos depois e falar coisas que não sabe.

– E eu não sei? Foi você quem me mandou uma fita onde tem uma prova bem clara de que, quem estava com Brian no momento em que ele se afogou era você, Harold.

– Eu te mandei aquela fita para tranquilizá-la e não para que viesse me acusar de qualquer coisa. – abaixou a cabeça e colocou as mãos na cintura e em seguida voltou a encará-la friamente. – Vá embora da minha casa, Deena. Agora!

– É, eu vou. – ela deu um sorriso mais aberto. – Mas pelo seu tom, me parece mesmo que está um tanto nervoso com a minha estada aqui. – virou-se nos próprios calcanhares para voltar para a caminhonete, enquanto abria a porta, completou. – Voltaremos a falar sobre esse assunto, Harold. Vamos acertar todas as contas que temos aqui: você, Jean, Kopus e eu. Boa noite! – adentrou o carro e fechou a porta, dando a partida e arrancou dali.

O capitão então a viu partir e voltou para dentro de casa, pegando novamente a cerveja e deu um soco na parede, como se aquilo dispersasse parte da raiva que sentia. Agora ele tinha mais uma preocupação na cabeça, o medo de que Deena Howard abrisse a boca e contasse sobre a noite da morte de Brian e que ele acabasse sendo acusado da morte do cunhado além de claro, falso-testemunho ao acusar Phillip Kopus do crime.

No outro dia, bem cedo. A mulher saiu da casa de Skye e foi diretamente para a casa de Phillip Kopus buscá-lo para que começassem logo o trabalho. Desceu da caminhonete e deu de topo com o homem vestido em calça jeans, tênis e camiseta preta, sentado na varanda com uma caneca de café nas mãos.

– Bom dia, santinha! – ergueu seus olhos, encarando a mulher com um sorriso cínico nos lábios.

– Bom dia, babaca! – ela retrucou e sorriu abertamente, retirando os óculos espelhados do rosto. – Bom saber que está animado. Quero começar pela mina, se não se importa.

Ele levou a caneca aos lábios, enquanto continuava encarando a mulher e mantinha o sorriso infâme no rosto.

– Quer mesmo entrar no meio do mato fechado comigo?

Ela revirou os olhos e deu algumas negativas com a cabeça.

– Mesmo depois de vinte anos ainda não percebeu que você não me intimida, Phillip Kopus? – virou-se voltando para a caminhonete. – Vamos! – deu a ordem.

– Ok. – deixou a caneca na mesinha da varanda e se levantou, passando a mão pelos cabelos e desceu os degraus da varanda, indo na direção da caminhonete.

Dali, seguiram diretamente para o Lago da Tartaruga, que ficava próximo à mina na floresta da reserva, que começariam a demarcar. Além de todas as ferramentas necessárias, cordas, o palm, réguas, medidores e tudo mais, na carroceria da caminhonete dela havia uma caixa térmica com gelo, água e cerveja. Era verão, fazia calor e ela tentaria fazer aquela experiência o mais agradável possível, apesar de que, com Phillip Kopus, não dava para saber direito o que se esperar.

Be continued…

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Sobre Jason Momoa Brasil

Somos um grupo de fãs brasileiras APAIXONADAS por esse lindo gente fina. Tivemos a sorte de conhecê-lo no ano de 2014, isso nos fez amigas e junto com essa amizade nasceu este blog, onde cada uma de nós terá o seu espaço para prestar homenagens em forma de texto para o nosso Big J.
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