[ FAN FIC ] THE RED ROAD SEASON 3×1

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

kopus

Jason Momoa as Phillip Kopus by Mauloa

  BACK TO THE PAST

O clima estava bastante tenso na cidade e na reserva devido aos últimos acontecimentos. Após a morte da líder dos Ramapos, Marie, Skye estava provisoriamente no lugar de chefe da tribo e com isso, tinha muitos problemas para resolver. Começando pelo bebê abandonado na porta de Marie e que agora estava sob sua custódia, o primo, filho adotivo de Marie, Junior que após ter se recuperado da violência que sofreu na invasão de sua casa, fora preso em sua busca por vingança e Skye, lutava na tentativa de tirá-lo da cadeia. Outro que estava na prisão (novamente) era Phillip Kopus, por ter violado a condicional e ter se envolvido em vários crimes, que incluiam o assassinato de duas pessoas, porém neste caso a advogada não havia se envolvido, afinal, tinha perdido a confiança em Kopus há tempos e o fato de achá-lo culpado pelo que havia acontecido a sua tia, não ajudava muito no seu julgamento.

Já haviam se passado quase um ano da morte de Marie e ainda haviam dois grandes problemas a serem resolvidos: ainda existiam negociadores querendo as terras da reserva para construção civil, sempre envolvendo, hotéis e cassinos e o maior, as pessoas da aldeia continuavam adoecendo. E há algum tempo, Skye vinha pensando que o motivo das doenças poderiam ser contaminação, talvez do solo, da água, mas provavelmente havia algo errado com a reserva e por isso, decidiu que era hora de agir de forma mais enérgica e então com uma ligação e vinte minutos de conversa, estava trazendo o que seria tavez a solução para a comunidade indígena de Ramapo Montains.

O nome dela era Deena Howard e era uma velha e grande amiga de Skye, que havia morado ali e partido pouco antes de completar dezoito anos, para estudar em Michigan. Havia se formado em duas faculdades: Engenharia Ambiental e Geologia e por isso, era uma das pessoas mais indicadas para estudar a floresta e descobrir se havia algo de errado. Por volta do meio-dia de uma segunda-feira, ela chegou ao endereço que a amiga havia lhe passado por sms. Desceu da caminhonete preta, trajando calça jeans, botas tipo montaria nos pés, camisete azul claro, com os cabelos castanhos e cacheados presos num coque feito com uma caneta, enquanto seus olhos verdes estavam cobertos pelas lentes espelhadas do aviador. Pegou o celular no bolso do jeans, para certificar-se de que o endereço estava correto e deu um leve aceno com a cabeça, bem a tempo de ver a morena sair de casa e sorriu ao vê-la:

– Deena Howard está de volta! – desceu os degraus da varanda indo até a mulher e a abraçou.

– Só por algum tempo. – retribuiu ao abraço e então se afastou, olhando para a amiga. – Mas confesso que tenho algumas contas para acertar por aqui também. – deu uma boa olhada ao redor.

– Aposto que sim. – passou a mão pelo ombro da amiga, chamando-a para a casa. – Vem, vamos entrar. Sabe que faço questão que fique hospedada aqui?

– Se eu não for te atrapalhar. – Deena respondeu e tirou os óculos, colocando no bolso do camisete enquanto entravam na casa.

Entraram e então Skye colocou Deena a par de toda a situação que a tribo estava vivendo e sobre as pessoas que estavam adoecendo por ali. A engenheira ouviu tudo atentamente e suspirou pesadamente, abaixando a cabeça por alguns segundos e em seguida, voltou a encarar a advogada:

– Bom Skye, somos amigas desde crianças e você sabe que eu jamais mentiria à você sobre qualquer coisa. – respirou fundo e continuou. – Um dos motivos para eu ter aceitado seu pedido de vir até aqui, é o mesmo motivo que me incentivou a ser engenheira ambiental e geóloga: meu pai.

Abaixou a cabeça dando negativas com a mesma enquanto tentava explicar toda a situação. Skye, por sua vez, ouvia amiga enquanto ambas permaneciam sentadas uma de frente para a outra na mesa da cozinha, tomando café.

– Nem todo juiz é bom, Skye e você sendo advogada sabe disso. Meu pai subornou pessoas, arquivou processos e ocultou provas de irregularidades em despejo de material químico e minérios e outros poluentes nos poços da reserva por dinheiro, muito dinheiro. Eu descobri, briguei com ele, eu o ameacei e ele então pediu transferência para Michigan e nos mudamos para lá. Ele me jurou nunca mais se envolver em nenhum esquema corrupto e sujo como este mas, o estrago já estava feito. Então eu decidi estudar e voltar um dia para limpar toda essa podridão, das terras e águas da reserva e judicialmente também. – estendeu a mão e pegou a mão da amiga. – E nisso você vai me ajudar, querida. – deu um meio sorriso frio. – Mas, um passo de cada vez. Vamos começar com a prioridade: a saúde e bem estar das pessoas da reserva.

– Está certo. – a mulher deu um sorriso leve. – Do que você precisa para começar?

– Bom, eu trouxe comigo além das minhas malas, todos os equipamentos necessários para examinar a terra e a água, medir os níveis da poluição, descobrir o tipo de poluentes, metais contidos na terra ou na água, está tudo encaixotado na carroceria da minha caminhonete. Mas…

– Mas? – a advogada que estava bem animada com a conversa, ficou um tanto afoita com aquele ‘mas’. Arqueou a sobrancelha.

– Bom, eu não era do tipo que entrava na reserva e tão pouco na floresta em si, não conheço o lugar, que é bem extenso. Preciso de alguém que conheça muito bem toda a reserva, os poços, a mina, para que possa me ajudar a mapear todo o local afetado.

– Entendo. – Skye deu uma afirmativa com a cabeça e então revirou os olhos. – Ah, droga!

– O que foi? – a engenheira se preocupou.

– A pessoa mais indicada para mapear toda a reserva é Phillip Kopus. – ela explicou.

– Ah. – Deena revirou os olhos. – Ele ainda está por aqui? – cruzou os braços, encostando-se na cadeira. – Bom, eu nunca gostei muito dele mas se não tem outro jeito, onde ele mora? Vamos falar com ele.

– É aí que está o problema. – Skye se ajeitou na cadeira. – Atualmente Kopus mora no presídio. – deu algumas negativas com a cabeça, ironizando aquela situação.

– Preso? Uau! – a engenheira sorriu de forma surpresa com aquela notícia. – Confesso que me surpreendi quando soube que Jean havia trocado ele por Harold e que ele sempre foi meio maluco, mas preso? Preso por quê?

– Dessa vez, foi preso por violar a condicional e ter participado do assassinato de dois homens ao mesmo tempo.

– Assassinato? – Deena interrompeu Skye. – Está me dizendo que Phillip Kopus é um assassino? Meu Deus! O que foi que eu perdi em todos esses anos? – riu friamente, espantada.

– Logo depois você foi embora daqui as coisas pioraram muito. – a morena começou a contar resumidamente a história. – Kopus foi expulso da cidade, se envolveu nos esquemas ilegais do pai dele com drogas, roubos, voltou pra cá, trouxe mais confusão, acabou corrompendo Junior, que foi criado pela mãe dele e o tem como irmão. Foi preso, saiu em liberdade condicional. Homens querem a todo custo comprar a reserva para construir cassinos. Mac não queria Kopus aqui, foi assassinado e todos acreditam que foi Kopus, mas não, eram esses homens, um deles pai de Junior, que Kopus matou inclusive. – suspirou fundo, foi lembrando das coisas que Junior lhe contava em suas visitas advocatícias e continuou. – Parece que Junior tentou matar o pai para evitar a chantagem dele para a compra da reserva, mas foi pego e trancafiado em algum lugar e Kopus que estava em condicional violou a mesma pra ir atrás do garoto, Harold estava com ele, a filha mais velha de Harold e Jean é namorada de Junior. Acontece que eles fugiram e o pai de Junior resolveu voltar a reserva e se vingar. Marie morreu por causa dele, Junior quase morreu também. Invadiram a casa de Kopus mas ele já os aguardava, matou os dois dentro da própria casa.

– Então foi legítima defesa. – a engenheira afirmou prontamente ao ouvir aquela história.

Skye riu de forma fria e debochada, como se o ‘legítima defesa’ não fizesse sentido algum:

– Ele é um ladrão, traficante, lunático que não se importa com ninguém. Matou pessoas, está no…

– …é legítima defesa. Não pode estar preso por isso. – Deena se levantou da cadeira e passou a andar pela cozinha. – Skye, você é advogada, meu pai é juíz, então eu conheço o básico de direito. Se esses homens entraram na casa de Kopus armados para matá-lo e ele os matou, isso se enquadra dentro da lei como legítima defesa. Como anda o processo dele.

– Não tem processo. – respondeu. – Simplesmente está preso por violar a condicional e por assassinar dois homens, mas não tem advogado de defesa e a promotoria não está nem aí, apenas está preso preventivamente.

– Sim mas ele conhece as terras e se você quer salvar a reserva e as pessoas que moram nela, eu preciso dele. – Deena colocou as duas mãos na cadeira onde estava sentada, enquanto encarava a mulher que permanecia sentada de cabeça baixa. – Qual é Skye? Olha, eu sempre detestei Phillip Kopus, ele era um rebelde metido a gostosão que vendia drogas para os meus amigos e para o meu namorado na época da escola, que me chamava de santinha. Eu acho até que o abuso de drogas piorou a situação do Brian. – lembrou-se do antigo namorado e abaixou a cabeça. – Mas eu sou justa, sempre fui justa e você também e pelo que está me contando, ele agiu para se defender e tentar salvar sua família. Não me parece um assassino. Precisamos dele, temos que tirá-lo da prisão.

Skye então ergueu seus olhos negros à ela, estreitando os olhos na moça. Dando um meio sorriso frio:

– Você sabe porque Phillip Kopus foi expulso da cidade e da reserva também? – molhou os lábios e continuou. – Porque ele é culpado pela morte do seu ex-namorado, Brian. Ele estava com ele no Lago da Tartaruga, viu ele se afogando e não fez nada. Deixou o garoto morrer por pura diversão.

A engenheira andava pela cozinha quando ouviu as ultimas palavras da advogada. Parou há alguns metros dela, estreitando os olhos na mulher, incrédula com o que havia acabado de ouvir.

– O quê? Kopus não teve nada a ver com a morte de Brian, ele cometeu suicídio. Quer dizer… – voltou a se aproximar da mesa, sentando-se novamente. – …ele pode ter entupido ele de drogas mas nunca obrigou-o a usar e tão pouco deixaria ele morrer afogado. Phillip era um porco com quem odiava mas sempre foi um amigo leal com quem ele gostava, era o único amigo que Brian tinha e ele amava a Jean, não mataria o irmão dela. Que loucura!

– Olha, você não estava mais aqui, não sabe o que aconteceu e o que afirmaram é que ele estava com Brian naquela noite.

– E daí que eu não estava mais aqui? Skye, duas semanas antes da morte do Brian, ele me mandou uma carta, com uma foto nossa em anexo e uma de suas famosas fitas gravadas. Tanto na fita quanto na carta, o conteúdo é o mesmo: saudades minhas, a cabeça que não estava saudável e que ele não aguentava mais as torturas psicológicas de seu pai, que estava cansado de viver e que na primeira oportunidade daria fim ao seu sofrimento. Eu trouxe tudo isso comigo, está guardado. – ficou pensativa por alguns segundos olhando para a xícara sobre a mesa e em seguida voltou a olhar para a amiga. – Espera aí. Há mais ou menos um ano atrás, Harold Jensen me mandou cópia de uma gravação do Brian, do dia da morte dele. Junto ele escreveu uma carta pequena, dizendo que só queria que eu soubesse que eu não era culpada. – revirou os olhos. – Por anos eu me senti culpada por tê-lo abandonado, achava que só havia agravado a depressão dele. Nem sei como Harold descobriu meu endereço em Mishigan mas, o fato é que a fita existe e a gravação é clara: quem estava com Brian na noite e no momento da morte dele era Harold e não Kopus.

– Mas ele foi um dos que alegou que Kopus estava com ele. – Skye comentou com estranheza.

– Pra se safar. Filho da mãe, é claro. Ele sempre foi apaixonado pela Jean e sabia que ela nunca deixaria o Phillip por ele, então, ele incriminou Kopus, ele é expulso, Jean passa a odiá-lo e vai se consolar nos braços dele. Covarde. – levantou-se da mesa de novo. – Vamos até a delegacia. Quero falar com Phillip Kopus, tenho uma proposta para ele e você vai me ajudar.

A morena se levantou também, um tanto nervosa com aquela pressão e não muito afim de ceder a ela.

– Eu não vou me envolver no passado e nem na ficha criminal de Phillip Kopus, minha tia está morta e foi por culpa dele. – insistiu em dizer suas mágoas.

– Você quer salvar a reserva e os ramapos ou não?

– É claro que eu quero, é meu dever de líder. – Skye completou.

– Então você vai me ajudar a tirar Phillip Kopus da cadeia.

Be continued…

ATENÇÃO: ESSA OBRA É FICCIONAL, SURGIU DA VONTADE DE UM GRUPO DE FÃ DE QUERER SABER O QUE ACONTECEU COM O KOPUS APÓS O FIM DA SÉRIE PELO CANAL SUNDANCE CHANNEL E SOBRETUDO DA SAUDADE DA SÉRIE, APENAS PARA NOS DIVERTIRMOS CRIAMOS UM MUNDO ALTERNATIVO DENTRO DESSAS LINHAS.

ESPERAMOS QUE CURTAM E APROVEITEM A LEITURA!

Mahalo

Skye

fanfiction

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Sobre Jason Momoa Brasil

Somos um grupo de fãs brasileiras APAIXONADAS por esse lindo gente fina. Tivemos a sorte de conhecê-lo no ano de 2014, isso nos fez amigas e junto com essa amizade nasceu este blog, onde cada uma de nós terá o seu espaço para prestar homenagens em forma de texto para o nosso Big J.
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