[Cinema ]Road To Paloma

Texto de Mirella Faur – Extraído do anuário da grande mãe.

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Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinavam, nos “ Conselhos de Mulheres” e nas “ Tendas Lunares”, as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das “ Treze Mães das Tribos Originais”, representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.

Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançado uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista e domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.

Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.

Conta a lenda que, no início do nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando à a cataclismos e mudanças climáticas. Em consequência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo. Assim com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido a Mãe Cósmica, manifestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu a humanidade um legado de amor, perdão e compaixão.


Mas porque começamos esse post com um lenda nativa americana?

Para falarmos hoje sobre um filme particularmente profundo pra mim e do qual eu gostei muito, por “N” fatores, em especial por não terminar como a maioria esperava, assim é Road To Paloma

Confiram o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Srho0Gln7bs

road to paloma

 

Tenho uma pergunta pra vocês:

– O que vocês fariam se chegassem em casa e encontrassem sua mãe, ou algum parente seu brutalmente agredido, violado e largado a própria sorte para viver ou morrer?

– E se a mesma autoridade que jurou defender e proteger vocês não fizessem nada?

– Você faria justiça com as próprias mãos?

Pare! Reflita! Pense! VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER DENUNCIE LIGUE 180

Eu poderia fazer um sinopse bem básica do filme:  Wolf é um nativo americano, que após ver sua mãe ser brutalmente estuprada, espancada, é largada para morrer por um não nativo dentro da sua própria casa, então ele resolve partir pra faca, ou seja, Olho por Olho, Dente por Dente, já dizia a bíblia. E não…Não estou incitando a violência, apenas exemplando um fato. E assim se inicia sua jornada rumo a redenção, antes de partir em cima da sua bike pela estrada rumo ao horizonte e a liberdade que o seu espírito precisa para seguir sendo quem é, com todos os seus demônios e temores e no meio disso tudo ele conhece Cash um artista muito louco que tenta lidar com o fim do seu casamento, e entre eles nasce uma sincera e profunda amizade.

Jason e Sua Mabel

Jason e Sua Mabel

Cash e Wolf

Cash e Wolf

Cada vez mais comum em nossa sociedade vemos a violência contra a Mulher.

Mas esse filme é mais que isso, e acredito que não só para o Jason Momoa, que tem nele o seu debut como roteirista, produtor e diretor, mais para todos os envolvidos na produção desse filme tão sensível e mais ainda para aqueles que estão por trás do que a história aborda.

Road to Paloma traz toda a alma e coração do Jason para as telas grandes é um filme com uma bela fotografia, executada por um dos grandes amigos dele,o  BAM ( Brian Andrew Mendoza ).

As filmagens foram feitas em 5 estados Utah, Colorado, Arizona, Califórnia e Nevada. No Monument Valley Bishop em Cali, Grand Canyon, Deserto de Mojave e no Parque Nacional de Joshua Tree.

Curiosidades das Locações e Filme:

– Em 04 de Julho já estava disponível no Itunes, assim como a sua trilha sonora

– Estreio nos grandes teatros/cinemas estadunidenses em 11 de Julho de 2014

– Em 15 de Julho já estava disponível em DVD e BLU-RAY & ON DEMAND

– Em 04 de Abril estará disponível também no Reino Unido ( Nós aqui de dedinhos cruzados pra vim pra terrinha! )

– Grand Canyon –  encontra-se no território dos Estados Unidos. Seu vale foi moldado pelo Rio Colorado durante milhares de anos, à medida que suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. Cerca de 2 bilhões de anos da história geológica da Terra foram expostos pelo rio, à medida que este e os seus afluentes vão expondo camada após camada de sedimentos. É considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo e um ponto turístico visitado por milhares de turistas anualmente, gerando receita para as cidades e populações ribeirinhas ao desfiladeiro.

– Deserto de Mojave – (é o nome dado a parte mais elevada do Deserto da Califórnia, sendo que o Deserto de Sonora corresponde a sua parte baixa)

– Parque Naciona de Joshua Tree o seu nome provém de uma espécie de cacto, encontrada quase exclusivamente nesta zona, denominada Joshua tree (“árvore de Joshua”) ou árvore de Josué.

– A moto atende pelo nome de Mabel e pertence ao Jason, desde que ele tinha 19 anos, foi comprada no Havaí em Oahu, e o nome é uma homenagem a avó dele, já dizia a Hebe: não é uma gracinha… como não amar de paixão!?

– As tribos retratadas no filme são originais, ele realmente passou um tempo inserido em sua cultura, isso enriqueceu ainda mais o filme, onde há um pequeno e bonito diálogo com uma nativa em sua própria língua, muito fofo.

Elenco

 

Sobre o Bam

 

Brian, Jason e Robert - Premiere em LA Road To Paloma

Brian, Jason e Robert – Premiere em LA Road To Paloma

Brian foi introduzido à cinematografia de uma maneira incomum.Em 2009, ele se interessou em fotografia e começou a criar documentários e tirar fotos. Depois de ver algumas de suas imagens, ele foi convidado para filmar um documentário musical que, em seguida, um vídeo da música para a banda  The Bird + The Bee  (EMI). Com nenhum treinamento formal Brian começou a perseguir o ofício. Tendo participações na famosa série da HBO e filmes (Game of Thrones, Conan, o Bárbaro, bala na cabeça)  E uma vez dentro dessas produções ele não parou mais.

Em Road to Paloma , ele nos leva a percorrer 5 estados estadunidenses em cima de duas motos. Numa abordagem limpa, simples e primorosa, como uma 35mm a mão sem deixar a desejar.

A paixão de Brian se expande para além cinematografia. Ele também compartilha a empresa de produção com Jason Momoa, a Pride of Gypsies.

Clique aqui: www.brianandrewmendoza.com e confira um pouco mais do trabalho dele.

A Trilha Sonora é apaixonante e envolvente trás muito do folk-rock americano. E faz com que você não só se imagine dentro do filme como deseje montar numa bike e percorrer as estradas da vida.

Minhas músicas favoritas e sim estão no meu playlist:

Summer Day – Michael Hayes

Hell´s Bells  –  Cary Ann Hearts

Lay Low – Shovels & Rope

Ease My Mind – Radio Birds

She’s Burning – The Treaures

The Fall – Ennio Morricone

Mais vamos lá Momoa também é cultura e utilidade pública:

Vocês sabiam que de acordo com as estatísticas nos E.U.A :

Das prisões de agressões sexuais relatados (de âmbito nacional)
35% para as mulheres negras
32% para mulheres brancas
13% para as mulheres nativas americanas

  • 1 em cada 3 nativas americanas foram estupradas ou sofreram abusos ou tentativas de estupro, de acordo com o Departamento de Justiça. A taxa de abuso entre elas é mais do que o dobro da média nacional

E sua questão deu início a um debate acirrado entre a Casa Branca e a Câmara dos Representantes por conta da mais recente revisão do Ato Contra a Violência contra a Mulher de 1994. E em 28 de fevereiro de 2013, o Congresso aprovou uma ampliação da Lei (VAWA), por 286 votos contra 138 – 87 republicanos apoiando o bloqueio democrata. A Lei se estende agora às nativas americanas, homossexuais e imigrantes.

No Brasil – Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil (Instituto Avon/Ipsos, 2011)

3 em cada 5 mulheres já sofreram violência.

37% afirmaram que a mesma partiu de seus parceiro

70% sofreram mais dentro da própria casa do que fora

23,3%  não denuncia por medo de que nada aconteça

6 em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica.
– Machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para a violência.
– 94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. A maioria das pessoas (60%) pensa que, ao ser denunciado, o agressor vai preso.
– 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema.

Mas vocês sabem quem foi/é Maria da Penha?

Maria da Penha Maia Fernandes

Maria da Penha Maia Fernandes

Maria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza, Ceará, 1945) é uma biofarmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Com 70 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.

Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada pelo então presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Maria da Penha.

, na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.

Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004, hoje está livre.

O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará. Ela esteve presente à cerimônia da sanção da lei brasileira que leva seu nome, junto aos demais ministros e representantes do movimento feminista.

A nova lei reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica e retira dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgá-los. Em artigo publicado em 2003, a advogada Carmem Campos apontava os vários déficits desta prática jurídica, que, na maioria dos casos, gerava arquivamento massivo dos processos, insatisfação das vítimas e banalização da violência doméstica.

Opinião: Haverá sempre quem terá algum comentário negativo a fazer, principalmente por ser Jason quem é, um ator. Mas antes de julgar sem conhecer assistam o filme, sem aquele olhar critico e negativo, apenas assistam sem falsas pretensões, as locações são lindas e a trilha sonora maravilhosa, mesmo que você não goste do ator/produtor/roteirista/diretor ao menos terá visto lugares lindos e ouvido uma boa trilha sonora. E digo isso porque não adiantaria nada levantar a bandeira de um filme que eu amei se você não curte o trabalho do cara…eu AMEI o filme, e sim, recomendo! Não gostou? Paciência, gosto todo mundo tem e não é igual ao de ninguém!

Bom eu espero que vocês tem gostado desse post foi feito com muito carinho.

Carpe Diem

Mahalo B.

barbara

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Sobre Jason Momoa Brasil

Somos um grupo de fãs brasileiras APAIXONADAS por esse lindo gente fina. Tivemos a sorte de conhecê-lo no ano de 2014, isso nos fez amigas e junto com essa amizade nasceu este blog, onde cada uma de nós terá o seu espaço para prestar homenagens em forma de texto para o nosso Big J.
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