[ FAN FIC ] THE RED ROAD 3×6 – FINAL DE TEMPORADA

 

Escrito por Graziella Azrak #Gypsy

rumos

FINDING NEW ROADS

Deena desligou o telefone logo após aquela frase e Skye apenas encarava a mulher, com a sobrancelha erguida, num tom questionador. A engenheira, puxou a cadeira e se sentou, guardando o celular no bolso da camisa xadrez que estava usando.

– O meu pai me jurou que quando fosse o momento, ele iria me ajudar a resolver todas as situações com a reserva. Foi a minha condição para perdoá-lo de todo o mal que ele fez aos ramapos. Eu devo isso à você.

– Você não me deve nada. – Skye protelou.

– Devo sim, você foi a única amiga que eu tive na escola e até hoje é assim… – pegou a mão dela. -…além do mais, meu pai foi um dos responsáveis por todas as coisas ruins que aconteceram aqui. – soltou a mão dela. – Ele virá, entrará com o pedido de reconhecimento da reserva como área ambiental protegida e usará do seu prestígio como juíz para acelerar esse processo. Enquanto isso, eu irei ao capitão Harold Jensen, exigir proteção para a reserva até que esse documento saia.

– E você acha que o capitão Jensen vai ajudar?

– Ah, vai! – Deena balançou a cabeça. – Com certeza vai! – levantou-se da mesa.

– Onde você vai? – a advogada acompanhou os movimentos dela, com os olhos.

– Vou até a delegacia e em seguida vou… – parou de falar.

– …vai encontrar o Kopus. – Skye sorriu. – Tudo bem. Estão juntos, eu aceito isso numa boa. – respirou fundo. – Quem sabe, minha raiva dele não passe ao ver o quanto ele te faz feliz. – piscou.

– Na verdade vou encontrá-lo sim, mas porque temos que recolher as últimas amostras. Também vou ter que ir até N.Y, atrás de contrarar um pessoal para ajudar na descontaminação do local: água, terra. Vai ser demorado. Mas agora que eu já tenho dados, podemos começar.

– Bom, eu vou deixar Michael com a vizinha, enquanto vou atrás dos papéis de soltura do Junior. Quero conseguir trazê-lo para casa o mais rápido possível.

– Ótimo. – Deena respondeu e pegou as chaves da caminhonete. – Te vejo mais tarde. – disse e saiu pela porta da frente.

Skye aproveitou para se levantar dali e arrumar as coisas do pequeno Michael e deixá-lo na casa da vizinha que sempre tomava conta dele, quando ela precisava. Por alguns segundos se permitiu pensar em Kopus e na noite agradável que tiveram uma vez conversando em sua varanda, sobre como ela foi rude com ele depois e sobre como ela ainda não conseguia confiar totalmente nele. Balançou a cabeça negativamente e colocou seus pensamentos em ordem, arrumando a pasta com documentos, assim que terminou a bolsa do garoto. Pegou o pequeno nos braços e brincou com ele, que sorriu abertamente para ela, exibindo os dois dentes que agora ele tinha na boca, o que a fez sorrir também. Saiu de casa, deixando-o na vizinha e adentrou seu carro, arrancando dali, diretamente para a o centro de detenção de Nova Iorque.

Já na delegacia, Deena adentrou a repartição à procura do capitão e quando foi dito a ela que ele não poderia recebê-la, ela apenas ignorou o policial que havia lhe atendido e seguiu na direção da sala dele. Abriu a porta bruscamente e encontrou o homem sentado, falando ao telefone, aparentemente com a esposa Jean.

– Senhor, desculpe, eu disse que não poderia atender, mas ela…

– Ele pode me atender sim, soldado. – Deena olhou para o policial e em seguida para Harold. Estreitando seus olhos nele. – Inclusive ele vai, não vai, Harold? – arqueou ambas as sobrancelhas, encarando-o.

– Tudo bem, soldado. Você pode ir. – respirou fundo e colocou o telefone novamente no ouvido. – Eu te ligo depois, querida. – desligou o telefone e encarou a mulher. – Não pode chegar aqui e invadir meu escritório, Deena. Isso aqui é uma delegacia.

– É uma ameaça, Harold? Vai pedir pra sua mulher me atropelar? – sentou-se na cadeira de frente para a mesa dele e cruzou as pernas, colocando as mãos entrelaçadas sobre o colo. – Ou talvez, me sufocar com uma sacola? Quem sabe me atirar no lago e esperar que eu me afogue e depois acusar outra pessoa? – deu um meio sorriso de lado. – Talvez ainda intoxicar a água que eu bebo? – abriu mais o sorriso.

– O que é que você quer, Deena? – Harold estreitou os olhos nela.

– Quero proteção para a reserva. Quero que a polícia se dedique mais aos ramapos, que passem diariamente por lá, ou até que possam ficar de plantão na reserva por algumas semanas.

– E eu quero ser presidente dos Estados Unidos. – ele debochou. – Mas nem sempre dá pra ter tudo que se quer, Deena. – escorou-se na sua cadeira.

– É impressionante o quanto você é frouxo, Harold. – ela riu.

– Cuidado, está falando com o capitão de polícia, eu posso mandar prendê-la por desacato. – respondeu, sério.

– Mande. Será um prato cheio para que eu conte tudo o que eu sei, ainda mais porque tenho como provar. – piscou à ele. – descruzou as pernas e puxou a cadeira para mais perto da mesa dele, escorando os braços sobre ela. – Sua mulher sabe que você é obcecado por mim, Harold? Que durante todos esses anos desde que ela se tornou uma maluca, você me ligou para chorar e desabafar? Ela sabe as coisas que você me contou? Sobre o atropelamento do garoto ramapo em que você ocultou as provas que incriminavam ela? Sobre ela ter deixado o pai dela morrer, sem fazer nada após ter tentado asfixiá-lo? Sobre a verdade da morte do Brian? – novamente arqueou a sobrancelha e se encostou na cadeira, encarando os olhos dele, sério.

– Eu não sou obcecado por você, Deena. – abaixou a cabeça. – Sinceramente, eu pensei que fossemos amigos… – ergueu apenas os olhos à ela. – …mas você está mudada, Deena. Nem parece a mesma pessoa que falava comigo ao telefone todas as vezes que eu ligava.

– O que esperava, Harold? Que eu ficasse feliz em saber das coisas que você e sua esposa foram capazes de fazer? Como incriminar o Kopus pela morte de Brian? Atropelar um garoto e se livrar da culpa? Esconder a verdade sobre a contaminação da reserva, que você sabia muito bem? – deu algumas afirmativas com a cabeça. – Eu era sua amiga sim, até descobrir tudo do que você é capaz. – sorriu de lado. – Agora sobre sua obcessão, eu já disse, eu tenho como provar. Todas as nossas ligações foram gravadas e estão muito bem guardadas, longe daqui. – molhou os lábios e continuou. – Eu não pretendo usar nada disso contra você, Harold e nem contra a maluca da sua mulher, se… – suspirou pesadamente.

– Se? – perguntou.

– Se você mostrar o mínimo de dignidade e me ajudar com o que eu estou pedindo.

Harold se levantou e serviu sua caneca de café, andando de um lado para o outro da sala.

– E por que é que a reserva precisa tanto de proteção? – encostou-se num armário, levando a caneca aos lábios.

– Um homem apareceu por lá, quer as terras e disse que conseguirá de qualquer forma. Skye corre perigo, sendo ela a líder da reserva e sendo ele um homem influente, tio do Junior, namorado da sua filha aliás.

– Aquele marginal não é namorado da minha filha.

– Lava a boca, Harold. Você não está em posição de chamar ninguém de marginal. – ela rebateu.

O capitão de polícia, terminou o café e deixou a caneca sobre o armário, chegando mais perto da mesa. Encarou a mulher do alto e estreitou os olhos nela.

– Tá certo, Deena. Eu vou revesar dois homens durante o dia e dois homens durante à noite, por duas semanas. Depois disso, estarão por sua conta e risco.

A engenheira se levantou da cadeira e encarou os olhos dele de perto, devido a distância curta em que seus corpos estavam.

– É pouco. Meu pai não consegue tomar todas as providências necessárias nesse tempo, se eu precisar de mais, você me dará mais. – ajeitou a gola da camisa dele. – Certo?

Ele engoliu seco e assentiu com a cabeça.

– Ótimo. – ela sorriu abertamente. – Tenha um bom dia, Harold. – e virou-se para sair da sala dele.

Mas antes que ela se desviasse, ele segurou o pulso dela:

– Espera. – ele respirou fundo. – E sobre tudo que falamos ao telefone durante todos esses anos, Deena?

– Como eu disse, está tudo guardado, Harold e eu vou te dar a chance de ser homem o suficiente para assumir seus atos, portanto nada farei com o que tenho gravado.

– Eu posso confiar em você?

– E eu? Posso confiar em você? – ela puxou o braço e saiu da sala dele, tomando a direção da saída da delegacia, diretamente para sua caminhonete, estacionada do outro lado da rua.

Adentrou o veículo e retirou o celular do bolso, ligando novamente para seu pai.

– Oi, sou eu de novo. Preciso que passe em meu apartamento e pegue uma caixa de madeira trancada que está dentro do meu armário e traga pra mim quando vier, tudo bem?

Explicou exatamente onde estava a caixa, agradeceu ao pai e desligou o telefone, dando partida no carro e arrancou dali, diretamente para a casa de Phillip Kopus. Harold aproveitou a saída da mulher e chamou o soldado que antes havia estado em sua sala e deu ordens para que ele e o parceiro, fizessem ronda na reserva dos ramapos. Iria providenciar que dois outros homens, fizessem o mesmo à noite. Sua preocupação não era com a segurança dos nativos e tão pouco com a reserva e sim, com as ameaças de Deena e as consequências que viriam se ela resolvesse abrir a boca. Ainda teria que pensar bem em como lidar com a engenheira, afinal, ele era um capitão de polícia e para ele, qualquer ameaça deveria ser eliminada.

Eram quase dez da manhã quando finalmente estacionou a caminhonete em frente a casa de Phillip Kopus, que estava tentando terminar de consertar sua própria caminhonete que havia ficado parada por muito tempo desde que havia estado preso. Ao avistar a mulher se aproximar, ele deixou a chave que tinha nas mãos, jogando-a na caixa de ferramentas no chão, ao lado do veículo e saiu de trás do capô aberto, limpando as mãos com um pedaço de estopa. Deena se aproximou, retirando os óculos de sol e pendurou no decote da camisa que usava, dando um meio sorriso:

– Oi. – parou perto dele.

– Oi. – ele respondeu, deixando a estopa sobre o motor ainda aberto da caminhonete. – Demorou hoje. Aconteceu alguma coisa? – perguntou.

– Eu tive que resolver algumas coisas na cidade. – ela disse e então olhou para o capô aberto e para ele. – E aí? Tudo certo? – encarou os olhos dele.

– Quase. – ele disse e deu mais um passo a frente.

A mulher deu um sorriso mais aberto enquanto olhava nos olhos dele que a encaravam fixamente.

– Quase? – perguntou. – Aconteceu alguma coisa? – repetiu a pergunta que ele havia feito a ela minutos atrás.

– Não. – levou a mão à cintura dela e a puxou com força, para perto dele, colando seu corpo ao dela, olhando nos olhos dela de perto. – Mas vai acontecer. – e então beijou os lábios dela intensamente.

Deena levou as duas mãos aos cabelos dele, acariciando a nuca dele, deslizando pelos ombros suados na regata preta que ele usava, voltando a subir e deixou-se envolver por aquele beijo quente e selvagem que ela já gostava tanto. Ele afastou seus lábios dos dela e mordeu seu queixo:

– Acho que agora está tudo certo. – sorriu friamente.

Ela reabriu os olhos e encarou os dele, levando uma das mãos aos cabelos dele, enquanto a outra ainda massageava a nuca dele.

– Você tem graxa nos cabelos. – mordeu o próprio lábio. – Precisa de um banho urgente. – arqueou as sobrancelhas.

O homem deu dois passos para trás e a encarou dos pés à cabeça e foi até a caminhonete, fechando o capô com uma batida forte e em seguida voltou a ficar de frente para ela, levando agora as duas mãos à cintura dela.

– Boa ideia! – e voltou a beijar a boca dela, erguendo a cintura dela, para pegá-la no colo.

A engenheira subiu no colo dele, enlaçando as pernas no corpo dele, enquanto seus braços estavam em volta do pescoço dele e ela o beijava intensamente, cheia de desejo e saudades dele. Entraram na casa, no chuveiro e novamente se entregaram um ao outro como no dia anterior. Estavam muito envolvidos, se gostavam, se queriam, Deena estava apaixonada. E depois de uma verdadeira maratona sexual entre os dois, ela contou para ele sobre a saída de Junior e sobre os problemas que Skye vinha enfrentando com o tio dele e também que havia acertado proteção com Harold Jensen. Kopus aproveitou para contar sobre a nada feliz visita de Jean em sua casa durante a madrugada e também que havia decidido trabalhar em casa e consertar coisas, como ela mesmo havia sugerido. Passaram o restante da tarde juntos e assim, outras tarde e noites.

Cerca de duas semanas mais tarde, Deena e Kopus estavam cada vez mais envolvidos, os guardas faziam vigia na reserva. Skye se envolvia cada vez mais com o pequeno Michael, sentindo-se cada vez mais mãe do pequeno. Jean havia dado um tempo da reserva, assim como o tal tio de Junior.
E naquela manhã, Phillip parecia nervoso. Deena estava em Nova Iorque, afinal, seu pai havia chegado e trazido consigo a caixa que ela havia lhe pedido além de esperança para finalmente legalizar a situação da reserva dos ramapos. Depois de uma longa conversa com o juíz Howard, Deena voltou à reserva com a caixa e muitas notícias vindas do pai sobre o caso. Desceu da caminhonete e foi direto de encontro à ele, que estava impaciente na varanda.

– Finalmente! – foi até e ela e segurou seu rosto, beijando-lhe a boca com vontade.

– Chegaram? – ela perguntou.

– Não. Ainda não. – ele respondeu, afastando-se dela e passou a mão pelos cabelos. – Sinceramente, não acho uma boa ideia Rachel ter ido com ela.

– Fica calmo, Phillip. – Deena pegou a mão dele, entrelaçando a sua. – Vai dar tudo certo! – sorriu.

– Eu queria ter metade da sua confiança. E se não deixarem ele sair? – questionou.

E antes que ela respondesse alguma coisa, o carro de Skye apontou na entrada da casa. Estacionou ao lado da caminhonete de Deena e desceu do veículo e Rachel que estava no banco do passageiro, fez o mesmo. Também desceu juntamente com elas, do banco de trás, Junior, finalmente liberado do reformatório de Nova Iorque. Pela primeira vez, Kopus se sentia quase que completamente feliz, se tivesse sua mãe, estaria perfeito. Soltou a mão da engenheira e olhou para ela que olhou para ele de volta e sorriu e ele então desceu da varanda, indo até o carro e parou de frente para o rapaz.

– Meu irmão. – foi tudo o que ele disse.

E Kopus apenas deu um abraço apertado no rapaz, como se pedisse perdão por todas as burradas que havia feito na vida e induzido ele a fazer também, deu um tapa em suas costas e sussurrou com a voz ainda engasgada:

– Irmão.

FIM DA 3 TEMPORADA

—————————————————————————————————————————————-

Nós queríamos tanto um encerramento digno do Kopus e do Momoa que não resistimos, quando surgiu a ideia de criarmos um final alternativo para o que poderia ter ocorrido com o nosso amado. Então quando surgiu a oportunidade a nossa querida Grazy agarrou com tudo e fez esse trabalho incrível. Espero que vocês tenham gostado também. Adorariamos saber…

Gostou da nossa fanfic ?

Ela foi inspirada no que gostaríamos que acontecesse com o nosso querido Kopus, infelizmente THE RED ROAD terminou sem uma conclusão, então daí surgiu a ideia da fanfic.

O que vocês pensam de continuarmos?

Nós adoraríamos, mas precisamos saber de vocês.

Deixem sua opinião.

Mahalo

Skye

 

 

 

 

 

Anúncios
Publicado em Fanfic, Séries | Marcado com , , , | Deixe um comentário

[ FAN FIC ] THE RED ROAD SEASSON 3×5

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

verdades

Trust the truth

E lá estavam eles, com seus corpos enroscados pela terceira vez. Deena mantinha suas mãos agarradas às costas largas de Philip, enquanto ele entrava e saía de dentro do corpo dela com força, mantendo os antebraços apoiados em sua cama e o rosto afundado aos cabelos dela, gemendo roucamente em seu ouvido. O cheiro do suor deles se misturavam, suas vozes em seus sussurros e gemidos de prazer, o barulho de seus corpos se chocando. Já estasiada de prazer, ela cravou as unhas nas costas dele, o que fez com que o homem gemesse mais alto, naquela prazerosa dor que ela lhe fazia sentir. Sentiram orgasmo juntos e ele gozou dentro dela, desabando em seguida seu corpo ao lado do dela, puxando a coxa da engenheira sobre ele e a abraçou, levando a mão aos cabelos dela, tirando-os de frente dos seus olhos e a encarou por alguns segundos. Deu um meio sorriso e a beijou na boca, de forma calma, mas intensa, puxando-a mais para si. Assim que ele afastou seus lábios dos dela novamente, Deena sorriu e mordeu o lábio:

– Eu já deveria ter ido pra casa, sabia? – passou seu rosto pelo dele, acariciando o mesmo. – Mas ao mesmo tempo, eu não quero ir. – riu baixinho.

– Então não vá. – ele sussurrou procurando os lábios dela novamente e mordeu-o. – Fique aqui comigo. – deu um beijo rápido nela.

– Eu não posso. – Deena respondeu num tom de tristeza, porém de realidade.

Se levantou da cama de Kopus, nua, indo até a poltrona onde estavam suas roupas. Ele ergueu um pouco o corpo entre os travesseiros e cobriu suas partes com o lençol, enquanto olhava para ela com seus olhos devoradores e um meio sorriso frio nos lábios.

– Por que não? – cruzou os braços em frente ao peito, arqueando a sobrancelha.

– Skye pode precisar de mim. – respondeu ela, vestindo a calcinha e logo em seguida o sutiã. – Michael está doente, ela passou a tarde e parte da noite com ele no hospital ontem. – virou-se de costas, pegando o jeans na poltrona.

Kopus respirou, pensativo:

– O que ele tem? – perguntou encarando-a. – E ela? Está bem? – abaixou os olhos em seguida.

– Acho que ficou resfriado, coitadinho. – vestia a calça enquanto respondia. – Ela está b sim, só cansada. – sentou-se na poltrona para calçar as botas nos pés. – É por isso que eu tenho que ir pra casa dela, ela pode precisar de ajuda. – notou a seriedade do rosto dele e então, estreitou seus olhos nele, séria também. – Posso te fazer uma pergunta?

O homem ergueu os olhos juntamente com as duas sobrancelhas

O que?

– O que aconteceu com o Mike? – terminou de fechar as botas e vestiu a regata, a única peça que lhe faltava vestir.

Philip suspirou e torceu o lábio, pensando em como respondê-la. Ela então se levantou e foi até a cama, sentando-se perto dele e levou a mão ao peito dele, enquanto olhava em seus olhos esperando uma resposta:

– Eu não sei. Ele sumiu um dia desses. – respondeu e desviou seus olhos dela por segundos e logo voltou a olhar pra ela.

– Não está sendo sincero. – subiu a mão, levando-a ao rosto dele.

– Foi o que aconteceu, Deena. – completou.

– Não, não foi. – a engenheira deu uma negativa com a cabeça. – Você desviou os olhos ao me responder e eu não vi sinceridade neles. Vi vergonha, arrependimento. – suspirou. – O que aconteceu, Philip?

Ele fechou os olhos e levou sua mão de encontro à dela, retirando-a de seu rosto e então, desviou para o outro lado, levantando-se da cama. Vestiu a cueca e calça e então, ainda de costas para ela que estava também de costas para ele, sentada na outra ponta da cama, ele resolveu responder a verdade:

– Mike estava se metendo em coisas grandiosamente erradas e perigosas, Deena. Não me orgulho do que eu fiz mas, eu dei um jeito nele. – respondeu friamente.

E ao ouvir aquelas palavras, a mulher se levantou da cama e se virou, encarando as costas dele:

– Deu um jeito nele? – abaixou a cabeça e riu de forma fria e ironica. – Não acredito que Harold Jensen tem razão. – cruzou os braços.

– É, em quê? – ele se virou também e encarou a mulher, com a cara fechada.

– Em dizer que você é um assassino! – respondeu entre os dentes, furiosa com o que tinha acabado de descobrir. – É por isso que a mãe da criança deixou o menino com a sua mãe, ela entendeu que o bebê era responsabilidade dela, já que ela criou o monstro que matou o pai do filho dela. – a voz dela havia se alterado e ela mal havia se dado conta disso.

– Então é isso que você pensa? Que eu sou um monstro? – fechou os punhos e deu a volta na cama, chegando mais perto dela. – Não pensava assim, cinco minutos atrás.

– É porque eu não sabia que você era um assassino, Kopus! – respondeu, dando um passo para trás.

– Eu te disse que eu fiz muita coisa errada, eu te disse que eu era sim um bandido, mas eu não quero mais ser assim. – chegou mais perto dela. – A imagem do Mike naquela noite, não sai da minha cabeça, Deena. Mas eu tive que fazer aquilo, ou a reserva inteira poderia estar em perigo. Se eu sou um monstro por tentar salvar a reserva toda das merdas que o Mike vinha fazendo, ótimo. Então eu sou um monstro. – abriu os punhos e se virou, indo na direção da janela. – É melhor você ir embora.

– Eu não vou embora porra nenhuma! – ela soltou um palavrão sonoramente e foi até ele, mas ficou parada há uns dois passos de suas costas. – Olha pra mim, Philip.

– Você não imagina a dor que eu senti ao acabar com vida dele, Deena. – o tom da voz dele havia mudado, parecia estar chorando. Ressentido. – Porque ele era mais que um amigo, era como um irmão pra mim e eu tive matá-lo.

Desarmada. Era assim que ela estava após ouvir as últimas palavras dele. Se aproximou mais e ergueu a mão, tocando o ombro dele:

– Philip, olha pra mim. Por favor. – disse, com a voz mais calma.

Enxugou os olhos e se virou para ela e encarou os olhos dela profundamente. Deena o encarava da mesma forma:

– Tudo o que está me dizendo é verdade, não é? – perguntou.

E ele ao ouvir aquela pergunta, apenas fez um sinal positivo com a cabeça e então, ela o abraçou forte, apertando os braços em volta do corpo dele:

– Me perdoe. Você não é um monstro. – encostou seu rosto no peito dele, fechando os olhos. – Você é só alguém que se perdeu num caminho errado e que agora quer encontrar um caminho certo. – suspirou pesadamente, apertando mais os braços. – Por favor, me perdoa. – ergueu a cabeça e abriu os olhos, encarando os olhos dele outra vez.

Kopus levou as duas mãos ao rosto dela, segurando-o enquanto se perdia nos olhos brilhantes da mulher.

– Não pode me pedir a verdade e depois me acusar, Deena. O meu passado não é bonito e nem louvável. Mas se quiser saber de todas as minhas verdades, eu vou contar pra você. – encostou sua testa à dela e fechou os olhos. Porque eu…porque eu gosto de você, santinha! – beijou os lábios dela outra vez.

Deena retribuiu ao beijo dele, subindo suas mãos pelos ombros dele até a nuca e outra vez o abraçou forte, acariciando as costas dele e depois os cabelos:

– Eu acredito em você, Philip. – afastou-se dos braços dele e olhou em seus olhos. – Confio em você, está bem? – tocou o rosto dele. – Só prometa pra mim que vai fazer tudo diferente da sua vida agora?

– Tudo já está diferente. – ele respondeu, segurando a cintura dela. – Desde o momento em que você apareceu no presídio para me visitar. – sorriu friamente.

Ela deu um meio sorriso e ergueu os pés para alcançá-lo e beijar novamente seus lábios:

– Eu tenho que ir agora. Você vai ficar bem?

– Só quando você voltar. – respondeu.

Depois de toda aquela atmosfera de paixão e desejo, tensão e raiva, tristeza e ternura. O homem acompanhou Deena até a porta. Se despediram aos beijos outra vez e ela então, entrou na caminhonete e arrancou dali, indo para a casa de Skye. No caminho foi pensando nas palavras dele. ‘Maldição, eu também gosto de você, babaca!’. Sorriu abertamente e deu algumas negativas com a cabeça. Após tantos anos julgando-o como um idiota e sentindo raiva dele, agora ela o via de outra forma, conseguia gostar, sentir desejo, paixão por ele.

Ao chegar na casa de Skye, já era final de dia e começo da noite. Desceu da caminhonete e pegou sua bolsa, abrindo a porta da carroceria para descer a caixa com as amostras recolhidas naquele dia. Adentrou a sala e deu de topo com a advogada, que analisava uma papelada, com a expressão um tanto preocupada.

– Oi. – deixou a caixa num canto e a bolsa sobre a mesa, indo até ela.

– Demorou pra chegar, Deena. – ela olhou para a engenheira por cima dos óculos, com um meio sorriso nos lábios.

– Pois é. – sentou-se ao lado dela. – Acho que precisamos falar sobre isso… – olhou para os papéis na mão dela. Mas não agora. O que é tudo isso?

– São os papéis de soltura do Junior. – Skye respondeu e agrupou os papéis que estavam espalhados sobre a mesinha de centro.

– Então ele vai sair! – sorriu, um tanto animada. – Quando?

– Em algumas semanas.

– Ah, caramba! Que boa notícia. O Philip ficará feliz em saber disso! – não conseguiu esconder o entusiasmo.

– Philip, é? – a advogada estreitou os olhos nela e então retirou os óculos, deixando sobre os papéis na mesinha.

A engenheira abaixou os olhos e respirou fundo:

– Skye eu sei o que você sentiu por ele e eu sei que talvez você ainda sinta e eu juro, eu juro que não era minha intenção me envolver com…

– …hey, hey, hey. – a morena a interrompeu. Deu um meio sorriso de lado e algumas negativas com a cabeça. – O que eu acho que senti por Philip Kopus é passado para mim e não me importa se está ou não transando com ele. Você é adulta e ele também. – completou e suspirou. – Só tome cuidado, ele não é a pessoa mais confiável do mundo.

– Ele é e um dia você vai ver isso. – Deena virou-se de lado no sofá e encarou a amiga. – Você bem que poderia fazer um esforço e tentar se acertar com ele, Skye. Ele não é e não fez nada do que você pensa, a morte da sua tia, a prisão do Junior, tudo isso foram fatalidades e ainda que Philip no passado tenha tido sua parcela de culpa, ele está tentando mudar, ele quer mudar.

– Meu Deus! – Skye riu. – Você está completamente apaixonada por ele.

– Não estou nada. – a engenheira retrucou.

– Ah! Mas está. – pegou a mão dela e então encarou os olhos da mulher. – Deena, se ele é importante pra você e está feliz com o que está acontecendo entre vocês, eu fico feliz também, ok? Pode ser que um dia essa minha raiva dele passe, mas apenas respeite meu tempo, tá?

– Vocês dois são muito importantes pra mim. – balançou a mão da advogada que segurava a sua. – E por isso que eu iria adorar se ficassem numa boa.

– Eu vou pensar no seu caso. – Skye riu mas logo seu rosto novamente ficou sério, preocupado.

– O que houve? Você está com a expressão preocupada. É o Michael?

– Não, ele está bem. Tomou banho, comeu papinha, mamou e dormiu. – soltou a mão a da amiga e passou a mão pelos cabelos, pensando por onde começar. – Um homem esteve aqui. Se disse tio do Junior, irmão do pai dele e disse que tem interesse nas terras da reserva e quer compra-las para o fim que teriam se o outro tivesse comprado.

– O resort. – Deena balançou a cabeça afirmativamente, se lembrava da história que ela havia contado.

– Sim. Acontece que quando eu disse que não venderia as terras e que era a nova líder da reserva, ele me disse num tom não muito amigável que, não é do tipo de homem que desiste do que quer e que ele sempre consegue, de uma forma ou de outra.

– Ele ameaçou você? – a engenheira perguntou.

– Não. Mas eu sinto que ele tem contatos importantes que pode prejudicar a reserva. Pessoas influentes.

– Políticos. O prefeito talvez? – Deena levantou-se do sofá e passou a andar de um lado para o outro. – Mas que merda!

– Merda mesmo. – Skye abaixou a cabeça, dando negativas com a mesma. – O pior é que eu entrei com um pedido de reconhecimento da reserva como área ambiental protegida, além de refúgio dos ramapos mas, parece que a justiça de Nova Iorque não está nem aí com a gente. Enfim… – se levantou do sofá também. – Eu vou tomar um banho e descansar pra terminar esses papéis da soltura de Junior e trazê-lo para casa o mais rápido o possível.

– Bom, eu vou estudar as últimas amostras colhidas hoje e traçar um plano. Vou precisar montar uma equipe para ajudar com o tratamento das águas e das terras desse lugar. A contaminação é bem grande e o processo de descontaminação é bem complexo.

– É, eu sei. Bom, bom trabalho. – deu um abraço apertado na amiga e tomou a direção de seu quarto, parando no meio do corredor e olhou para a engenheira que pegava sua caixa do chão outra vez. – Hey.

Deena virou-se e olhou para ela, dando um meio sorriso leve.

– Fico feliz que esteja rolando algo entre você e Kopus. – Skye sorriu abertamente. – Pelo menos ele não está envolvido com nenhuma louca psicótica ou uma viciada qualquer. Quem sabe você não faça dele um homem melhor? – piscou a ela e virou-se indo na direção de seu quarto outra vez.

– É, quem sabe. – a engenheira sorriu abertamente, dizendo aqui para si mesma e tomou a direção da garagem.

Tarde da noite, Kopus estava em sua varanda, terminando de limpar seu rifle, que permanecia desmontado sobre a mesinha da varanda, quando viu o carro estacionar. Estreitou os olhos no mesmo, quando os faróis se apagaram e conseguiu ver quem era. Revirou os olhos. Era Jean. A mulher desceu do carro e se aproximou da casa, mas sem ousar subir até a varanda onde ele estava.

– O que ela veio fazer aqui de verdade, Kopus? – perguntou, cruzando os braços.

– Boa noite pra você também, Jean. – respondeu e continuou o trabalho que fazia.

– O que ela veio fazer aqui, me fala?

– Quem? – ele perguntou.

– Deena Howard. Por que ela está aqui? – Jean parecia um tanto descompassada.

– Ela está trabalhando. Veio a pedido da líder da reserva, ajudar a descontaminar as terras e a água da reserva que aliás…seu pai ajudou a contaminar. – terminou a limpeza e passou a montar novamente a arma.

– Ela veio remexer o passado, veio falar e fazer coisas que não deveria. Como sempre, ela é um fardo, não deveria estar aqui.

– Hey, olha lá como fala, Jean. Deena sempre foi uma ótima pessoa e era namorada do seu irmão e você não está nada bem, vá para casa.

– Está transando com ela, Kopus? – perguntou e deu um passo a frente. – É por isso que está defendendo ela? Já transava com ela na época da escola? Foi por isso que deixou meu irmão morrer?

Ao ouvir aquilo, Philip terminou de montar a arma e engatilhou a mesma, ainda que estivesse sem balas e se levantou da cadeira onde estava, encarando e deu dois passos à frente, encarando a mulher, sério:

– Você sabe muito bem que eu não tive nada a ver com a morte do Brian, Jean. – riu ironicamente. – Mas é claro que, sendo você uma maluca, é mais fácil me acusar disso do que ter que admitir que seu marido é um covarde, não é? – desceu a escadaria da varanda e parou em frente a ela. – Eu só vou te dizer uma coisa, Jean. Deena está disposta a provar toda a verdade: sobre a morte do seu irmão, sobre o lixo que foi despejado na reserva, sobre o seu marido corrupto, sobre você e as coisas erradas que você fez encobertas pela sua esquizofrenia e sobre seu querido pai e quer saber? Eu tô bem afim de ajudar ela foder com toda a sua família.

– Você não presta, Philip Kopus. Eu quero você longe da minha vida e da minha família, você e aquele seu maldito irmão.

– Eu? Mas não fui eu quem foi até a sua casa às duas da manhã. – ironizou.

Jean deu um passo para trás e correu na direção do carro para abrir a porta e adentrou o mesmo dando a partida rapidamente. Kopus riu friamente e acenou à ela.

– Boa noite, Jean. – e quando ela arrancou dali, ele apenas deu uma negativa com a cabeça. – Maluca. – e adentrou a casa, apagando a luz da varanda.

No outro dia, Deena acordou um pouco mais tarde, pois havia passado horas na noite anterior, estudando as amostras que havia colhido. Chegou na cozinha, pronta pra tomar um café e encontrou Skye, sentada na mesa, com uma caneca na mão e a mesma expressão preocupada de mais cedo.

– Bom dia! – deu um beijo na testa dela. – Ainda preocupada, né? – serviu-se de uma caneca de café e deu a volta na mesa, ficando de frente para ela.

– Eu tenho medo do que esse homem, pode fazer. Se ele tem influências, se ele usará força, se ele causará uma catástrofe que obrigue os ramapos a sairem daqui. Eu tenho medo, Deena, por eles, eu sou a líder deles e não sei o que fazer.

– Eu vou dizer o que vamos fazer, nós vamos pedir reforços para a polícia.

– A polícia não está nem aí pra reserva, Deena. – Skye argumentou.

– Bom, nós temos um capitão corrupto com um passado manchado que, com certeza ele não gostaria que viesse a tona. Vamos usar isso a nosso favor.

– Isso é chantagem, eu sou advogada, não posso fazer isso.

– Mas eu posso! – piscou à ela e bebeu um gole do café em sua caneca. – E além disso, vamos acelerar o processo de reconhecimento da reserva em Nova Iorque. – retirou o celular do bolso traseiro do jeans e discou o número.

– O que vai fazer? – a advogada perguntou.

– Você já vai saber. – ela respondeu e ao ouvir a voz do outro lado da linha, respondeu. – Pai. Chegou a hora de cumprir sua palavra.

To be continued…

Publicado em Fanfic, Fãs, Séries | Deixe um comentário

[ FAN FIC ] THE RED ROAD SEASON 3×4

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

a-vida-e-uma.jpg

 TRAPS OF DESTINY

Ao ver que apesar de suas buzinadas, Philip não aparecia, Deena desligou o motor da caminhonete e tirou as chaves, abrindo a porta e saiu da mesma. Bateu a porta enquanto ia na direção da porta da casa. “Só pode ser brincadeira!”. Na cabeça dela se passavam mil coisas, entre elas, o que Skye havia lhe dito sobre Kopus. Será que ele havia tido a audácia de fugir? Acionou o alarme e guardou a chave do carro no bolso do jeans, erguendo o punho fechado pronto para bater na porta, mas achou melhor não fazê-lo. Levou a mão à maçaneta e virou a mesma, chegando à conclusão de que a porta não estava trancada. Adentrou a casa, em passos lentos e silenciosos, observando bem o lugar. O café acabara de ficar pronto na cafeteira e então quando olhou na direção do corredor se deparou com a figura de Philip com uma toalha envolta a cintura e a outra sobre os cabelos que ele secava. Havia cortado o excesso da barba e um pouco dos cabelos, ficando um tanto mais apresentável, por assim dizer. Ao ver aquela cena, deu um pulo com um passo para trás e virou o rosto:

– Ah! Merda, Kopus! – xingou com o rosto ainda virado. – Eu estou buzinando há horas.

– Horas? – ele deu um meio sorriso e olhou o relógio em seu pulso. – São sete e meia, santinha. – se aproximou e deixou a toalha que secava os cabelos sobre a cadeira da cozinha. – Levando em consideração que entrei no banho às sete e dez, porque você ainda não havia chegado. – ergueu as sobrancelhas a ela. – Está atrasada! – sorriu novamente.

– Será que você pode por favor se vestir? – ela perguntou, olhando para ele de relance.

– Eu estou dentro da minha casa, eu não sabia que você ia invadir. – respondeu num tom bem humorado e foi para o quarto.

 

E enquanto se vestia longe dos olhos dela, Deena, observava atentamente sua sombra que se fazia na porta que ele fizera questão de deixar aberta. A mulher deu algumas negativas com a cabeça e sorriu de lado. Logo em seguida, ele voltou, ainda sem camisa, mas pronto para vestir a mesma.

– Está pronto? – ela perguntou, cruzando os braços.

– É, acho que eu tô. – respondeu e sorriu cinicamente.

Deena virou as costas para sair da casa e ele foi a acompanhando enquanto vestia a camiseta. Já do lado de fora, ela pegou as chaves e destravou as portas do veículo e ambos adentraram-na para seguir na direção do Lago da Tartaruga, onde terminariam de demarcar a mina e colher amostras daquela área.

E no mesmo instante, as coisas se tornavam tensas novamente entre mãe e filha quando na casa dos Jensen, Rachel deu de cara com a mãe na cozinha, escorada na pia com uma caneca de café nas mãos no momento em que saía com uma mochila nas costas:

– Onde você pensa que vai? – Jean questionou.

– Vou com a Skye até o reformatório. É dia de visita. – a garota respondeu um tanto sem medo.

– Mas não vai mesmo. – a mulher deixou a caneca na pia e se desencostou de onde estava. – Eu já te disse que não quero mais você perto daquela gente, Rachel. – e foi até ela, tentando lhe tomar a mochila.

– Acontece que não me importa o que você quer ou não, mãe. Eu amo o Junior e vou visitá-lo quer você queira ou não. – tentou puxar a mochila de volta, mas depois pensou melhor e soltou a mesma. – Quer saber, fique com a mochila. Não preciso dela pra ir mesmo. – e saiu pela porta da cozinha.

– Rachel…RACHEL VOLTE AQUI JÁ….merda! – murmurou aquele xingamento e deixou a mochila sobre a mesa, passando a andar de um lado para o outro da cozinha, com a mão na boca.

Kate que vinha descendo a escadaria, viu a mãe naquele estado, parecia nervosa e se aproximou dela.

– Mãe? Tá tudo bem? – e a abraçou.

– Oi, querida. – retribuiu ao abraço da filha e lhe deu um beijo sobre os cabelos. – Tá, tá tudo bem. – afastou o abraço e olhou para ela, dando um sorriso frio. – Eu vou subir um pouco tá, tomar um remédio e tentar dormir mais um pouco.

– Tudo bem, eu…tô indo pra aula. Você vai ficar bem? – perguntou a menina.

– Sim. Vou sim. Tchau querida! – deu mais um beijo nela, despedindo-se.

A garota se despediu e saiu também e então, Jean passou a chorar descontroladamente, sentindo a cabeça doer. Seu instinto foi correr para o quarto, onde tomaria um calmante, um anti-psicótico e com certeza apagaria em seguida.

No reformatório, onde Junior era mantido em New York, Rachel estava sentada, aguardando que pudesse entrar para visitar o rapaz. Por causa da idade dela, não poderia entrar sozinha, portanto Skye a acompanharia na visita, mas no momento a advogada estava a sós com ele, conversando sobre as resoluções de seu caso e um possível hábeas corpus para tirá-lo dali. Minutos depois, a mulher saiu pela porta aberta pelo carcereiro e chamou a jovem para entrar com ela. O impulso de Rachel ao ver Junior foi de abraçá-lo e beijá-lo por alguns minutos. Skye sorriu, achando bonita aquela cena, os dois tão jovens e tão apaixonados. Faziam lembrar dela mesma, mas que infelizmente havia se apaixonado pela pessoa errada.

– Vocês tem dez minutos, ok? – ela avisou ambos e ficou num canto da sala, perto da porta para deixá-los à vontade.

Rachel sentou-se na cadeira de frente para a dele e segurou sua mão.

– Estão tratando você bem aqui? Você tem comido, dormido direito? – perguntou.

– Sim, eu estou bem, meu amor. – ele apertou a mão dela. – Mas Skye trouxe boas notícias e parece que logo eu vou sair.

– Jura? – ela sorriu abertamente. – Isso é maravilhoso! – mas logo o sorriso se desfez e ela ficou pensativa.

– O que foi? – ele franziu o cenho, encarando ela.

– Eu tenho medo Junior. Medo porque quando você sair, Kopus está fora também e…eu tenho medo de que você se junte à ele de novo e as coisas saiam do controle e…

– Hey. – segurou a mão dela mais apertado. – Philip é meu irmão. Cometeu muitos erros, mas não é por culpa dele que eu estou aqui agora. Quando eu sair, nós vamos nos acertar e recomeçar nossas vidas, como uma família, ok? – sorriu de lado.

– Ok. – ela sorriu.

Conversaram por mais algum tempo e então se despediram e tanto ela quanto a advogada deixaram o local.

Quando o carro de Skye parou na frente da casa dos Jensen, Harold veio de encontro, abrindo a porta do carona e tirando a jovem quase a força de dentro do carro.

– Rachel. Vá para dentro, agora! – ordenou.

– Hey, calma aí. – e olhou para Skye. – Obrigada pela ajuda, Skye. – e olhou para o pai com certo desprezo, balançando a cabeça negativamente e entrou em casa.

– Capitão, eu posso explicar…

– Você enlouqueceu? Levar a minha garotinha para dentro de um presídio, doutora?

A advogada respirou fundo e continuou.

– Não é um presídio, é um reformatório e foi ela quem me procurou por várias vezes me pedindo para levá-la. Eu só quis ajudá-la.

– Não importa o título, aquele não é lugar para uma moça de família. – ele continuava a retrucar, bravo.

– Família? Sério? – Skye ironizou, dando um meio sorriso de lado. – Tenha um bom dia, capitão Jensen. – deu partida no carro e engatou a ré para sair da casa dele.

O homem apenas ficou com a cara fechada, vendo a advogada partir e então, passou a mão pelo rosto, tentando recuperar a calma. Não iria discutir com Rachel agora, seria pior. Adentrou sua viatura e resolveu voltar à delegacia. Mais tarde se entenderia com a filha, em casa.

Por volta das onze da manhã, Deena e Kopus finalmente haviam terminado de demarcar o território do lago e também de colher as amostras dali e da mina. Fazia muito calor, tanto que os cabelos de Deena estavam parcialmente molhados de suor, assim como a regata que usava. A caminhonete estava parada na beira do lado e então, ela abriu a tampa traseira, pegando cerveja para eles. Abriu as garrafas e entregou uma delas ao companheiro de trabalho que tinha a camiseta encharcada de suor.

– E estamos aqui de novo. – bateu sua garrafa na dele e levou aos lábios, bebendo um gole generoso dela. – Céus, havia me esquecido como esse lugar é quente nessa época.

– Pois é. – ele respondeu e levou a garrafa à boca enquanto encarava ela.

– Quer saber? Nós já terminamos por hoje mesmo. – deixou a garrafa sobre a tampa aberta da carroceria da caminhonete e passou a tirar as botas.

Em seguida foi na direção do lago, enquanto abria a calça jeans e retirava a mesma e em seguida a regata que usava. Ficando apenas com a parte de baixo das roupas. Philip foi acompanhando com os olhos todos os movimentos dela, admirando a beleza dela, que ele tinha que admitir, era muita. Estreitou os olhos na mulher, agora de lingerie de costas para ele, enquanto bebia mais um gole de cerveja.

– O que está fazendo? – ele perguntou, enquanto assistia ela soltar os cabelos.

– O que parece? – virou-se de frente para ele. – Está calor, estamos na beira de um lago. – sorriu abertamente. – Eu vou nadar. – piscou à ele.

Kopus olhou a mulher dos pés à cabeça e sorriu de lado, levando a mão à barba, pensativo. E então viu ela entrar no lago e mergulhar no mesmo, voltando à superfície, já toda molhada. A mulher sorriu abertamente e moveu os braços na água, jogando-lhe um pouco, ainda que esta não o alcançara.

– Você não vem, Philip? – perguntou e sorriu, mordendo o lábio.

Ele não respondeu. Apenas terminou sua cerveja enquanto tirava os tênis dos pés e deixou a sua garrafa ao lado da dela. Levou as mãos à camiseta, retirando a mesma e deixou junto ás roupas de Deena, próximas a uma árvore e assim retirou também a calça, adentrando o lago com ela. Afundou o corpo todo e Deena ficou parada por algum tempo sem saber onde ele apareceria. Não demorou e ele apareceu por trás dela, agarrando-lhe pela cintura e ela deu um grito, assustada e em seguida riu, virando-se para ele e jogou água em seu rosto.

– Não faça isso, Philip! – riu e então olhou em seus olhos.

Ele olhou nos olhos dela e por alguns segundos, eles nada disseram um ao outro. Apenas estavam ali, dentro do lado, quase sem roupas, molhados. Kopus deu um passo a frente e pegou a mulher pela cintura novamente, deixando seu corpo praticamente colado ao dela.

– Você é uma mulher muito atraente, sabia disso, santinha? – comentou e aproximou seu rosto perigosamente do dela.

– Engraçado. – a engenheira levou suas mãos aos ombros dele e então, colou seu corpo ao dele. – Eu ia dizer a mesma coisa de você, babaca! – riu.

E ele então tomou os lábios dela num beijo intenso e quente, enroscando sua língua à dela, enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo dela, dentro da água. A mulher por sua vez, subiu suas mãos dos ombros ao rosto dele, deslizando pelo pescoço até a nuca, enquanto se intensificava ainda mais os beijos entre eles. Uma das mãos dele, tocaram os seios da engenheira, um de cada vez, apalpando-os com vontade, com desejo. Deena pulou no colo dele, enlaçando suas pernas no corpo de Philip, que já estava bastante excitado com todas aquelas carícias entre os dois. Não demorou muito para que ele abaixasse a pouca roupa que usava e puxasse a calcinha dela de lado, penetrando a mulher com força, soltando um gemido rouco e alto de prazer ao mesmo tempo que arrancava um gemido dela. Deena passou a movimentar seu corpo subindo e descendo sobre o corpo dele, sentindo-o entrar e sair de dentro dela com desejo, com força, com vontade, enquanto se beijavam, se apertavam. Ele afundou seu rosto nos cabelos dela e passou a gemer no ouvido dela, enquanto a sentia quente por dentro e gelada por fora, devido a água do lago, adorando cada segundo do sexo que fazia com aquela mulher. Ela não estava diferente, cravou as unhas levemente nas costas dele enquanto continuava a se mover, agora com a ajuda dele que empurrava seu corpo, até que não aguentaram mais e gozaram juntos, ali mesmo dentro do lago. Aos poucos, ele relaxou e ela também e então, suas pernas voltaram para o fundo do lago e ele a abraçou, levando a mão ao queixo dela e novamente olhou em seus olhos. Não havia mais um sorriso sacana em seu rosto, havia um sorriso sincero, um sorriso de quem estava gostando de estar com ela de verdade. Deena lhe sorriu de volta e ele a beijou outra vez, agora de forma mais carinhosa, demorada, calma. Logo afastaram seus lábios e ela sussurrou.

– Cometemos um erro? – pela perguntou, enquanto permanecia com os olhos fechados.

– Se cometemos, confesso que quero cometer de novo. – ele respondeu e voltou a beijá-la.

– Pode ser lá fora? – ela riu. – Estou começando a ficar com frio.

Ele riu com ela e a abraçou mais forte.

– Tudo bem. Vamos sair daqui. – disse e a tomou nos braços, saindo com ela do lago.

Ambos se vestiram e tomaram mais uma cerveja, sem deixar de se beijar e se acariciar. Estavam envolvidos demais e nem sem davam conta disso. Quando entraram na caminhonete para sair dali, Philip acabou sugerindo que fossem para casa dele, tomar um banho quente, para não ficarem resfriados. A arquiteta não pensou duas vezes e foi com ele. Fizeram amor de novo no chuveiro e depois disso, mesmo sabendo que precisava ir embora, havia algo naquela casa que não a deixava sair. Era ele.

Be continued…

fanfiction

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

[ FAN FIC ] THE RED ROAD SEASON 3×3

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

nada-volta-mas.jpg

RESTART, AGAIN

Deena e Kopus passaram a manhã dentro da floresta. A engenheira aproveitava para demarcar os lugares por onde passavam e colher mostras de terra do local. Enquanto ele a ajudava com as anotações e carregando seus equipamentos, os dois conversavam sobre a reserva:

– Achei muito legal da sua parte deixar Michigan e vir até aqui, ajudar a Skye. – ele comentou, enquanto guardava um dos frascos que ela lhe entregara.

Estava abaixada no chão, colhendo mais um punhado de terra enquanto ouvia o homem parado de pé, atrás dela falar. Levantou-se e virou de frente para ele.

– Era o mínimo que eu podia fazer depois que meu pai ajudou com os estragos a essa terra. – fechou o saquinho com a amostra, fazendo uma anotação do lado de fora dele, o mesmo número que ela colocara na árvore ali perto, entregando à ele. – E Skye é minha amiga, Kopus.

– Eu sei disso. – ele deu uma afirmativa com a cabeça enquanto encarava os olhos dela. – Eu não tive nada a ver com a morte do Brian, Deena. Você sabe o quanto eu gostava daquele garoto e também eu… – abaixou a cabeça.

– …amava a irmã dele. – ela completou.

Phillip ergueu seus olhos e novamente encarou a mulher à sua frente.

– É. Amava.

– Eu sei disso, eu sei de tudo isso, Phillip e eu nunca culpei você pela morte do Brian, mesmo quando os boatos eram esses e hoje, eu tenho certeza absoluta de que você é inocente… – balançou a cabeça. – …pelo menos desse crime.

Kopus balançou a cabeça e continuou a andar, acendendo a lanterna enquanto adentravam a mina.

– Cuidado por aqui. Pode ter algum buraco, o deslizamento de terra. – avisou e continou entrando.

Deena vinha atrás dele, com sua lanterna também, observando atentamente o lugar. E então ele continuou.

– Eu fiz muita coisa errada, sim Deena. Cometi crimes, fui um verdadeiro imbecil em alguns momentos mas, foi porque eu me perdi. – parou virando-se e ficou de frente para ela. – Você não tem ideia do quanto foi duro pra mim ser acusado. Pelo prefeito, pela Jean, pelo filho da mãe que agora é marido dela, pela minha mãe, pelo meu tio Max. Eu fui expulso sem poder me defender e a única pessoa que me acolheu, foi o idiota do meu pai e por quê? Porque ele queria me envolver no jogo sujo dele e foder com a minha vida. – soltou um riso irônico e completou. – E conseguiu.

A mulher novamente se abaixou, colhando uma amostra de terra e guardou no saquinho, ouvindo tudo o que ele falava e quando ele terminou, ela resolveu se pronunciar.

– Eu entendo tudo isso, Phillip. – se levantou e se aproximou dele, guardando o saquinho na caixa com ele e ergueu a cabeça, olhando nos olhos dele, estavam próximos um do outro e tinham seus rostos iluminados pelas luzes das lanternas em suas mãos. – Não concordo, pois acho que você poderia ter tomado outras atitudes, mas entendo. Não vale a pena remoer o passado, Phillip. Tente focar no presente, no futuro. Você não precisa ser o velho Phillip Kopus. – deu um meio sorriso.

Olhando nos olhos dela, ele deu um sorriso um pouco mais aberto e uma afirmativa com a cabeça, fechando a caixa.

– Agora eu entendo porque o Brian amava tanto você, santinha. – piscou à ela.

Ela não resistiu à aquilo e riu, dando algumas negativas com a cabeça e virou-se de costas para sair da mina.

– Já te disse que não sou mais nenhuma santinha, Kopus. Vamos sair daqui, está muito quente. Terminamos a minha e a região da beira do lago amanhã. – disse e foi saindo.

Phillip seguiu o caminho atrás dela, observando os passos da mulher que acabou por pisar em falso e quase caiu na entrada da mina, se não fosse ele ser rápido e agarrá-la pela cintura, puxando-a de volta. Naquele momento seus corpos ficaram praticamente colados um ao outro e ela pode olhar nos olhos dele um pouco mais de perto.

– Eu disse pra ter cuidado. – ele lembrou-a do alerta que havia lhe dado mais cedo e engoliu seco, sem desviar seus olhos dos dela.

– Tudo bem. – ela respirou fundo, sentindo as mãos dele a segurando firme e levou as suas de encontro às dele. – Eu tô legal. Desculpa. – pigarreou e tirou as mãos dele dali, abaixando-se para pegar a lanterna que havia deixado cair com o escorregão e saiu finalmente da mina.

Novamente na caminhonete, ela foi até a porta traseira da mesma para abrir a carroceria, mas a porta estava apresentando alguns problemas há dias.

– Mas que merda! – xingou, enquanto tentava abrir a porta, sem sucesso.

– Tudo bem, deixa que eu faço isso pra você! – ele deixou as coisas ao lado do veículo e se aproximou, levando o braço por dentro da porta e com um macete abriu a mesma. – Prontinho. – apontou a porta à ela. – Se quiser, eu conserto isso pra você.

– Seria ótimo. – ela disse e então abriu a caixa com gelo e retirou duas garrafas de cerveja, entregando uma à ele. – Você é bom com essas coisas? Esses consertos?

– Eu me viro bem. – abriu a cerveja.

– Podia fazer disso sua profissão. – repetiu o gesto dele, abrindo sua garrafa também. – Seria um modo de recomeçar, não?

– É, pode ser. Prometo que vou pensar. – piscou à ela.

– Então, aos recomeços! – ela completou e piscou de volta, batendo sua garrafa na dele.

Depois de algumas cervejas e descansarem um pouco, Deena decidiu que o melhor seria voltarem para casa e no outro dia, terminariam de remarcar a mina e beira do lago. Parou na casa de Kopus e ia apenas deixá-lo por lá, mas então o outro a lembrou da porta de sua carroceria ainda emperrada.

– Não quer que eu conserte sua porta? – perguntou, antes de descer da caminhonete.

– Ah, é mesmo. – ela desligou o motor e tirou a chave do contato. – Se não for demorado, eu espero. – disse e abriu a porta saindo da caminhonete.

Philip desceu junto com ela e então, foi até a garagem onde costumavam ficar as ferramentas, dele, de Junior, da família, com certeza ele poderia achar algo para consertar o problema na trava da porta. Enquanto Deena esperava do lado de fora, encostada na caminhonete, com os braços cruzados e os óculos espelhados cobrindo seus olhos, avistou um carro se aproximar. Logo a mulher desceu do carro, vestida com um casaco azul, calça jeans e sapatos confortáveis nos pés. Diferente de vinte anos atrás, porém, ela sabia bem quem era.

– Jean? – a engenheira ergueu o rosto e deu um meio sorriso frio.

– Surpresa, Deena? – a mulher se aproximou, fechando o casaco e cruzando os braços. – Sinceramente, eu estou surpresa. Vinte anos depois, você está de volta à cidade e… – olhou para Philip que saía da garagem com a caixa nas mãos. – …na casa de Philip Kopus!?

– Jean. – o homem a cumprimentou e foi até a porta traseira da caminhonete. – Tudo bem? – perguntou para Deena.

– Tá, tá tudo ótimo. Vamos deixar você trabalhar. – a engenheira se desencostou da caminhonete e descruzou os braços. – Vamos dar uma volta, Jean.

E então saíram juntas, caminhando lado a lado pelos arredores da casa, enquanto Jean procurava um modo de começar a conversa:

– Sei que você esteve lá em casa ontem, Deena. – disse, levando as mãos aos bolsos da calça.

– Ah, sim. Harold te contou da minha visita? – Deena completou.

– Olha, eu não sei por qual motivo está aqui realmente, não sei o que quer e também não me interessa o motivo do seu envolvimento com o Philip mas… – parou de frente para a engenheira. – …você não tem motivos para remexer o passado. Harold já tem problemas com a reserva, eu não sou muito bem vista por aqui também. – abaixou a cabeça, respirou fundo e continuou. – Brian está morto. Meu pai também está e revirar o passado não vai adiantar de nada mais.

A geóloga riu sarcasticamente e tirou os óculos do rosto, encarando a mulher:

– Então é isso que você pensa? Que só porque Brian está morto, tanto faz que é acusado da morte dele? Que seu marido pode sair ileso sendo que era ele quem estava com Brian naquela noite e não Kopus. Kopus que foi enxotado da cidade como lixo, como se fosse um bandido quando na verdade foi uma vítima de um golpe de um garoto mimado e egoísta.

– Muito me admira você defendendo o Philip, Deena. – respondeu nervosa.

– Muito me admira você, Jean. Você que dizia amar tanto esse homem, não defendê-lo após saber a verdade. E você sabe a verdade. Não só sobre isso, mas sobre as torturas que seu irmão sofria, sobre o lixo tóxico e toda a química que seu pai fechava os olhos e deixava que fosse despejado na reserva, sobre a morte do seu irmão. – molhou os lábios com a língua e deu algumas negativas com a cabeça. – Eu nunca gostei do Philip, achava ele um babaca que dava drogas ao Brian e o deixava mal, mas eu nunca acusaria ele injustamente e eu jamais duvidei da lealdade dele. Ele te amava e adorava o Brian, ele jamais o deixaria morrer.

– Não fale, não… – Jean parecia descontrolada ao ouvir as palavras dela.

– E você não apoiou ele. Você deixou que seu pai, que o líder da reserva expulsassem ele daqui. Você vê as consequências disso hoje? – a engenheira continuava a encarar a mulher que levava as mãos a cabeça e pedia para ela parar de falar. Alterou o volume da voz e continuou. – Não adianta dar uma de coitadinha comigo, Jean. Eu te conheço bem demais. Sua doença é em parte culpa, culpa dos erros que você comete porque simplesmente não raciocina antes de tomar atitudes: foi assim com o Brian, foi assim com o Kopus, foi assim com o garoto da reserva que você atropelou. É, eu sei de tudo. Você estava com seu pai quando ele infartou, não estava? – estreitou os olhos nela.

– CHEGA! CALA A BOCA, DEENA, CALA A BOCA! – gritou e encarou a mulher com raiva.

Kopus que estava tentando se concentrar no que fazia não pode deixar de notar ainda que de longe o teor da conversa e apenas observava as duas, quando Jean se alterou e gritou com a outra. A mulher se aproximou da engenheira e lhe apontou o dedo na cara:

– Eu não quero mais você perto da minha casa e nem da minha família. Deixe a gente em paz. – falava entre os dentes.

– Paz? – ela riu. – Sim Jean, eu voltei pra cá porque eu quero paz também. Paz pra mim, para Skye e os ramapos e eu vou conseguir essa paz. Quando eu conseguir colocar de volta todos os pingos nos is.

– Vá pro inferno! – Jean murmurou por fim e saiu apressada, na direção de seu carro, adentrando o mesmo e saiu dali bruscamente cantando pneus.

Deena apenas suspirou profundamente e deu algumas negativas com a cabeça e voltou a caminhar na direção de sua caminhonete, onde Philip a encarava sério, com uma chave de fenda na mão e um punhado de estopa na outra.

– Tudo bem? – ele repetiu a mesma pergunta que havia feito antes daquela atmosfera toda começar.

– Parece que sua ex não ficou muito feliz em me ver. – disse num tom irônico porém descontraído. – Ainda mais na sua casa. – encostou-se na caminhonete e cruzou os braços, sorrindo a ele.

– Você falou bem: ex, de muitos anos atrás. – bateu a porta fechando a mesma e escorou o braço nela, encarando a mulher. – Recomeços tendem a deixar o passado no passado, Deena. – jogou a chave na caixa que estava no chão ao seu lado.

– Menos quando o passado pode trazer consequências para o presente e o futuro, Philip. – sorriu de lado. – Você não vai me convencer a jogar uma pedra em cima de toda a sujeira dessa cidade, Kopus.

– Ok. – ele abaixou e pegou a caixa do chão. – Sua porta está pronta.

– Sério? – desencostou-se e foi até a porta e abriu e fechou a mesma por três vezes. – Você é realmente muito bom nisso.

– Eu sou bom em muitas coisas, santinha. – piscou à ela e sorriu.

– É, vamos descobrir…babaca! – riu, suspirou e desviou os olhos dele, colocando novamente os óculos. – Bom, eu vou nessa agora. Preciso trabalhar nas amostras que pegamos e amanhã continuamos nossa trilha. Te vejo às sete?

– Às sete. – combinou o horário e afastou-se da caminhonete.

Deena adentrou o veículo e deu a partida, arrancando dali diretamente para a casa de Skye. Buzinou para ele que apenas fez um leve gesto com a mão enquanto a via partir. Parte dele estava com uma felicidade incomum em ter aquela mulher que um dia fora uma garota que ele detestava por perto. E ela pelo caminho, pensava exatamente a mesma coisa, que talvez odiasse Philip Kopus porque não o conhecia tão bem como agora tinha a oportunidade de conhecer.

Já na casa de Skye, tomada banho e assistindo a um programa qualquer de TV, viu quando a amiga chegou em casa, com o bebê nos braços.

– Hey, Skye. Onde esteve? Eu cheguei a horas, fiquei preocupada. – se levantou do sofá, indo até a amiga que ia na direção do quarto.

Skye colocou o menino no berço e saiu do quarto.

– Desculpe, o bebê teve febre e eu saí apressada, nem tive tempo de deixar um bilhete. Estava com ele no hospital.

– E ele está bem? – a moça perguntou, preocupada.

– Sim, agora está. Ele está ficando meio resfriado, mas foi medicado. Vai ficar bem. – sentou-se na mesa da cozinha. – Eu estou exausta.

– Você é uma excelente mãe, sabia? – a mulher sorriu e abriu a geladeira, pegando duas cervejas e abriu ambas, entregando uma a ela.

– Eu não sou a mãe dele, Deena.

– É? E quem é então, se não você? – piscou à ela e foi até o fogão, abrindo o forno. – Comprei uma pizza. – voltou, colocando a caixa em cima da mesa.

– Ah, que ótimo! Não estava mesmo com ânimo de cozinhar. – comentou e sorriu de lado. Olhou para a garrafa que segurava entre as mãos e então, começou a falar novamente. – Eu fiquei tão assustada com a febre do Michael, nada baixava, nem banho, nem o remédio costumeiro, entrei em desespero. A cada dia que passa me apego mais à ele.

– E ele à você, Skye. Vocês já são parte um do outro. – deu um gole na cerveja. – O que houve com a mãe do Michael, Skye?

– Ela foi embora depois que o Mike sumiu misteriosamente. – deu um meio sorriso frio. – Misteriosamente. Tá na cara que isso foi coisa do Kopus. – respirou fundo. – Por falar nisso, como foi hoje o seu dia com Philip Kopus.

Deena sorriu abertamente, dando algumas afirmativas com a cabeça e puxou o ar entre os dentes antes de começar falar.

– Olha, até que foi bem interessante. Ele não é tão babaca quanto eu pensava e nem tão mau quanto você acha que ele é.

– Não acho que ele seja mau, mas não consigo perdoá-lo e confiar nele, não depois do que aconteceu a Marie. – bebeu mais gole e olhou para a mulher que agora se sentara a sua frente. – Mas você então gostou de trabalhar na companhia dele? – desviou o foco para a amiga.

– Ele ajudou bastante. Conversamos um pouco, acho que nos tornamos amigos. – disse. – Colhi algumas amostras e já comecei a análise. Os resultados saem em dois dias no máximo. Amanhã voltaremos ao mesmo local para terminar as demarcações. – se levantou pegando a garrafa. – É por isso que eu vou deixar você comer sua pizza e descansar e vou pra minha cama dormir. Combinei às sete com o Philip. – se aproximou da amiga e lhe deu um beijo na testa.

Skye deu um abraço com um dos braços na amiga e sorriu abertamente.

– Boa noite, Deena.

– Boa noite, amiga. Descanse está bem? – deixou a garrafa em cima da pia e foi para seu quarto fechando a porta.

Skye ficou mais um tempo ali, comeu sua pizza, tomou mais uma cerveja e só então se levantou. Foi até o quarto de Michael (nome que ela havia dado ao menino desde que ficara responsável por ele) para ver se estava tudo bem e só depois disso, foi para o chuveiro, tomar um banho quente e descansar.

Deitada em sua cama, olhando para o teto do quarto, Deena pensava na conversa que havia tido com Philip na mina, a discussão com Jean logo depois, Skye e o pequeno Michael e agora uma curiosidade lhe atiçara: queria saber o que havia acontecido com Mike, o pai do menino. Adormeceu logo e no outro dia de manhã, vestida em calça jeans e uma regata preta, além das botas nos pés, o rabo de cavalo e seu inseparável aviador espelhado, eram sete e quinze quando parou a caminhonete na frente da casa de Philip Kopus e não o avistou lá fora. Buzinou uma vez, duas, três. “Filho da mãe!”, pensou enquanto encarava a porta da casa, impaciente.

Be continued…

fanfiction

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

[ FAN FIC ]THE RED ROAD SEASON 3×2

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

aguia.jpg

 FREENDOM AT WHAT PRICE?

Horas depois de saírem do presídio de N.Y, Deena chegava com Kopus à reserva. Desligou o motor de sua caminhonete bem em frente à casa de Marie, onde ela morava com Junior e onde ele também havia morado tempos atrás. Phillip deu uma olhada de relance para a casa e arqueou a sobrancelha, não muito animado.

– Por que me trouxe pra cá? – perguntou com o antebraço apoiado na porta do carro, enquanto olhava para a casa.

– Sua mãe morava aqui, a casa passou por uma reforma depois do que aconteceu e… – Deena explicava olhando para ele que permanecia em parte de costas para ela. Abaixou a cabeça. – …Skye e eu achamos que você fosse querer morar aqui. – e então ergueu os olhos à ele.

Kopus virou-se para ela e deu um riso irônico, encarando a mulher.

– É claro, por que eu não iria querer viver no lugar onde vi minha mãe morrer? – deu algumas negativas com a cabeça.

Não havia como competir com aquilo. Talvez ele estivesse certo, ou talvez não. Deena, apenas suspirou pesadamente e tirou as mãos do volante da caminhonete, tirando a chave do contato enquanto ainda olhava para ele.

– Bom, aposto que nem todas as lembranças dessa casa são ruins e, talvez sua mãe fosse querer que tivesse um recomeço aqui. Afinal, logo Junior estará livre também e vocês poderão ser uma família. – abriu a porta e tirou o cinto, descendo do carro. – Vamos.

Saiu batendo a porta e deu a volta na caminhonete. Phillip desceu também e bateu a porta, indo na direção da varanda da casa e então, Deena abriu a porta para que entrassem. Já na sala, ele olhou bem o lugar, mantendo a expressão séria no rosto. A engenheira resolveu quebrar o silêncio.

– É melhor você tomar um banho e descansar um pouco, Kopus. A dispensa está cheia. Como eu disse, preparamos a casa para a sua volta. Coma alguma coisa e durma um pouco, mais tarde eu volto para falarmos sobre o mapeamento da reserva e, amanhã começamos o trabalho.

– Pode agradecer a Skye por mim? – ele se virou e encarou a mulher, arqueando a sobrancelha.

– Sim, é claro. – Deena respondeu e cruzou os braços. – Não se preocupe, Kopus. Ela ainda está com raiva, mas tenho certeza que vai passar. Eu estou hospedada na casa dela, vou transmitir seu recado.

Virou as costas para sair novamente da casa, mas antes que abrisse a porta, ele a chamou de volta.

– Deena? – ele se virou completamente e ergueu seus olhos aos dela, encarando-a diretamente. – Por que ser tão legal comigo? Pelo que me lembro, eu sempre fui um babaca com você.

A engenheira deu um meio sorriso e arqueou a sobrancelha, cruzando os braços.

– E foi mesmo. Mas éramos adolescentes e eu prefiro sempre acreditar no melhor das pessoas. Eu duvido que depois de tudo o que te aconteceu, ainda seja o mesmo babaca. – piscou à ele e virou-se finalmente saindo da casa.

Enquanto na casa de Skye, Deena tomara seu banho e dividira uma garrafa de vinho com a amiga e conversava sobre o estudo da área afetada da reserva, na casa de Marie, Phillip Kopus também havia tomado banho, comeu alguma coisa e deitou-se na cama de seu antigo quarto, enquanto olhava para o teto do quarto e pensava. Pensava em Junior, em seu pai, em sua mãe, na morte dela, na morte de Max e em tudo que ele havia ajudado a piorar. Adormeceu logo depois, mas fora acordado no meio da noite por um pesadelo que vivia lhe atormentando, a cena da morte de Marie. Sentiu o sangue ferver, queria vingar a morte dela, queria vingar o fato de Junior estar preso, queria vingar o fato de toda aldeia estar condenada por causa da água e a terra contaminados. Não conseguiu mais dormir pelo resto da noite e então, ficou vagando de um lado para o outro pela casa.

Naquele mesmo dia, o jantar na casa dos Jensen fora um tanto conturbado. Jean havia tido um surto quando Rachel lhe disse que iria visitar Junior no reformatório. Harold acabou proibindo a garota de sair ou voltar a visitar Junior e a garota saiu da mesa aos berros indos se trancar no quarto. A mulher então falou com o marido sobre Deena e que ela poderia ter ajudado o irmão a se suicidar, por tê-lo abandonado. Harold tentou acalmar a esposa, deu-lhe um remédio e então a colocou na cama e depois, desceu dali, indo para a sala, onde abriu uma cerveja e ligou a TV para ver o jogo de baseball. Foi quando viu os faróis e ouviu o barulho da caminhonete estacionando em frente sua casa. Ele saiu e então deu de cara com Deena Howard, descendo da caminhonete. A engenheira bateu a porta e se aproximou do capitão de polícia com um meio sorriso cínico nos lábios e as mãos nos bolsos de trás do jeans que usava:

– Deena? O que faz aqui tão tarde? – perguntou e fechou a porta se aproximando dela.

– Surpreso, Harold? – ela perguntou e deu uma boa olhada pelo bairro. Suspirou e voltou a olhar para ele. – Eu bebi um pouco com a Skye e fiquei entendiada, resolvi dar uma volta. Bela casa. – comentou. – E a Jean?

– Ela estava indisposta, foi se deitar. – desconfiado, respondeu de forma seca estreitando os olhos nela. – E como foi sua visita ao Kopus?

– Você não soube? Ele saiu da cadeia hoje. – Deena respondeu, retirando as mãos dos bolsos e cruzou os braços. – É curioso, Harold. Curioso que todos na cidade e na reserva onde ele cresceu pensem que ele teve algo a ver com a morte do Brian quando, na verdade, era você quem estava com ele naquela noite.

– Eu não quero falar sobre o Brian. – ele respondeu e virou-se para entrar em casa.

– Mas eu quero. – ela deu alguns passos a frente. – Você era louco pela Jean, mas sabia o quanto ela era apaixonada pelo Kopus. Armou pra ele. Culpou-o pela morte do Brian e tornou-se premio de consolação da irmã gêmea dele. Tsc tsc tsc, que baixaria!

O policial se aproximou dela e apontou-lhe o dedo, falando entre os dentes trincados com raiva.

– Você não tem o direito de voltar aqui vinte anos depois e falar coisas que não sabe.

– E eu não sei? Foi você quem me mandou uma fita onde tem uma prova bem clara de que, quem estava com Brian no momento em que ele se afogou era você, Harold.

– Eu te mandei aquela fita para tranquilizá-la e não para que viesse me acusar de qualquer coisa. – abaixou a cabeça e colocou as mãos na cintura e em seguida voltou a encará-la friamente. – Vá embora da minha casa, Deena. Agora!

– É, eu vou. – ela deu um sorriso mais aberto. – Mas pelo seu tom, me parece mesmo que está um tanto nervoso com a minha estada aqui. – virou-se nos próprios calcanhares para voltar para a caminhonete, enquanto abria a porta, completou. – Voltaremos a falar sobre esse assunto, Harold. Vamos acertar todas as contas que temos aqui: você, Jean, Kopus e eu. Boa noite! – adentrou o carro e fechou a porta, dando a partida e arrancou dali.

O capitão então a viu partir e voltou para dentro de casa, pegando novamente a cerveja e deu um soco na parede, como se aquilo dispersasse parte da raiva que sentia. Agora ele tinha mais uma preocupação na cabeça, o medo de que Deena Howard abrisse a boca e contasse sobre a noite da morte de Brian e que ele acabasse sendo acusado da morte do cunhado além de claro, falso-testemunho ao acusar Phillip Kopus do crime.

No outro dia, bem cedo. A mulher saiu da casa de Skye e foi diretamente para a casa de Phillip Kopus buscá-lo para que começassem logo o trabalho. Desceu da caminhonete e deu de topo com o homem vestido em calça jeans, tênis e camiseta preta, sentado na varanda com uma caneca de café nas mãos.

– Bom dia, santinha! – ergueu seus olhos, encarando a mulher com um sorriso cínico nos lábios.

– Bom dia, babaca! – ela retrucou e sorriu abertamente, retirando os óculos espelhados do rosto. – Bom saber que está animado. Quero começar pela mina, se não se importa.

Ele levou a caneca aos lábios, enquanto continuava encarando a mulher e mantinha o sorriso infâme no rosto.

– Quer mesmo entrar no meio do mato fechado comigo?

Ela revirou os olhos e deu algumas negativas com a cabeça.

– Mesmo depois de vinte anos ainda não percebeu que você não me intimida, Phillip Kopus? – virou-se voltando para a caminhonete. – Vamos! – deu a ordem.

– Ok. – deixou a caneca na mesinha da varanda e se levantou, passando a mão pelos cabelos e desceu os degraus da varanda, indo na direção da caminhonete.

Dali, seguiram diretamente para o Lago da Tartaruga, que ficava próximo à mina na floresta da reserva, que começariam a demarcar. Além de todas as ferramentas necessárias, cordas, o palm, réguas, medidores e tudo mais, na carroceria da caminhonete dela havia uma caixa térmica com gelo, água e cerveja. Era verão, fazia calor e ela tentaria fazer aquela experiência o mais agradável possível, apesar de que, com Phillip Kopus, não dava para saber direito o que se esperar.

Be continued…

fanfiction

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

[ FAN FIC ] THE RED ROAD SEASON 3×1

Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

kopus

Jason Momoa as Phillip Kopus by Mauloa

  BACK TO THE PAST

O clima estava bastante tenso na cidade e na reserva devido aos últimos acontecimentos. Após a morte da líder dos Ramapos, Marie, Skye estava provisoriamente no lugar de chefe da tribo e com isso, tinha muitos problemas para resolver. Começando pelo bebê abandonado na porta de Marie e que agora estava sob sua custódia, o primo, filho adotivo de Marie, Junior que após ter se recuperado da violência que sofreu na invasão de sua casa, fora preso em sua busca por vingança e Skye, lutava na tentativa de tirá-lo da cadeia. Outro que estava na prisão (novamente) era Phillip Kopus, por ter violado a condicional e ter se envolvido em vários crimes, que incluiam o assassinato de duas pessoas, porém neste caso a advogada não havia se envolvido, afinal, tinha perdido a confiança em Kopus há tempos e o fato de achá-lo culpado pelo que havia acontecido a sua tia, não ajudava muito no seu julgamento.

Já haviam se passado quase um ano da morte de Marie e ainda haviam dois grandes problemas a serem resolvidos: ainda existiam negociadores querendo as terras da reserva para construção civil, sempre envolvendo, hotéis e cassinos e o maior, as pessoas da aldeia continuavam adoecendo. E há algum tempo, Skye vinha pensando que o motivo das doenças poderiam ser contaminação, talvez do solo, da água, mas provavelmente havia algo errado com a reserva e por isso, decidiu que era hora de agir de forma mais enérgica e então com uma ligação e vinte minutos de conversa, estava trazendo o que seria tavez a solução para a comunidade indígena de Ramapo Montains.

O nome dela era Deena Howard e era uma velha e grande amiga de Skye, que havia morado ali e partido pouco antes de completar dezoito anos, para estudar em Michigan. Havia se formado em duas faculdades: Engenharia Ambiental e Geologia e por isso, era uma das pessoas mais indicadas para estudar a floresta e descobrir se havia algo de errado. Por volta do meio-dia de uma segunda-feira, ela chegou ao endereço que a amiga havia lhe passado por sms. Desceu da caminhonete preta, trajando calça jeans, botas tipo montaria nos pés, camisete azul claro, com os cabelos castanhos e cacheados presos num coque feito com uma caneta, enquanto seus olhos verdes estavam cobertos pelas lentes espelhadas do aviador. Pegou o celular no bolso do jeans, para certificar-se de que o endereço estava correto e deu um leve aceno com a cabeça, bem a tempo de ver a morena sair de casa e sorriu ao vê-la:

– Deena Howard está de volta! – desceu os degraus da varanda indo até a mulher e a abraçou.

– Só por algum tempo. – retribuiu ao abraço e então se afastou, olhando para a amiga. – Mas confesso que tenho algumas contas para acertar por aqui também. – deu uma boa olhada ao redor.

– Aposto que sim. – passou a mão pelo ombro da amiga, chamando-a para a casa. – Vem, vamos entrar. Sabe que faço questão que fique hospedada aqui?

– Se eu não for te atrapalhar. – Deena respondeu e tirou os óculos, colocando no bolso do camisete enquanto entravam na casa.

Entraram e então Skye colocou Deena a par de toda a situação que a tribo estava vivendo e sobre as pessoas que estavam adoecendo por ali. A engenheira ouviu tudo atentamente e suspirou pesadamente, abaixando a cabeça por alguns segundos e em seguida, voltou a encarar a advogada:

– Bom Skye, somos amigas desde crianças e você sabe que eu jamais mentiria à você sobre qualquer coisa. – respirou fundo e continuou. – Um dos motivos para eu ter aceitado seu pedido de vir até aqui, é o mesmo motivo que me incentivou a ser engenheira ambiental e geóloga: meu pai.

Abaixou a cabeça dando negativas com a mesma enquanto tentava explicar toda a situação. Skye, por sua vez, ouvia amiga enquanto ambas permaneciam sentadas uma de frente para a outra na mesa da cozinha, tomando café.

– Nem todo juiz é bom, Skye e você sendo advogada sabe disso. Meu pai subornou pessoas, arquivou processos e ocultou provas de irregularidades em despejo de material químico e minérios e outros poluentes nos poços da reserva por dinheiro, muito dinheiro. Eu descobri, briguei com ele, eu o ameacei e ele então pediu transferência para Michigan e nos mudamos para lá. Ele me jurou nunca mais se envolver em nenhum esquema corrupto e sujo como este mas, o estrago já estava feito. Então eu decidi estudar e voltar um dia para limpar toda essa podridão, das terras e águas da reserva e judicialmente também. – estendeu a mão e pegou a mão da amiga. – E nisso você vai me ajudar, querida. – deu um meio sorriso frio. – Mas, um passo de cada vez. Vamos começar com a prioridade: a saúde e bem estar das pessoas da reserva.

– Está certo. – a mulher deu um sorriso leve. – Do que você precisa para começar?

– Bom, eu trouxe comigo além das minhas malas, todos os equipamentos necessários para examinar a terra e a água, medir os níveis da poluição, descobrir o tipo de poluentes, metais contidos na terra ou na água, está tudo encaixotado na carroceria da minha caminhonete. Mas…

– Mas? – a advogada que estava bem animada com a conversa, ficou um tanto afoita com aquele ‘mas’. Arqueou a sobrancelha.

– Bom, eu não era do tipo que entrava na reserva e tão pouco na floresta em si, não conheço o lugar, que é bem extenso. Preciso de alguém que conheça muito bem toda a reserva, os poços, a mina, para que possa me ajudar a mapear todo o local afetado.

– Entendo. – Skye deu uma afirmativa com a cabeça e então revirou os olhos. – Ah, droga!

– O que foi? – a engenheira se preocupou.

– A pessoa mais indicada para mapear toda a reserva é Phillip Kopus. – ela explicou.

– Ah. – Deena revirou os olhos. – Ele ainda está por aqui? – cruzou os braços, encostando-se na cadeira. – Bom, eu nunca gostei muito dele mas se não tem outro jeito, onde ele mora? Vamos falar com ele.

– É aí que está o problema. – Skye se ajeitou na cadeira. – Atualmente Kopus mora no presídio. – deu algumas negativas com a cabeça, ironizando aquela situação.

– Preso? Uau! – a engenheira sorriu de forma surpresa com aquela notícia. – Confesso que me surpreendi quando soube que Jean havia trocado ele por Harold e que ele sempre foi meio maluco, mas preso? Preso por quê?

– Dessa vez, foi preso por violar a condicional e ter participado do assassinato de dois homens ao mesmo tempo.

– Assassinato? – Deena interrompeu Skye. – Está me dizendo que Phillip Kopus é um assassino? Meu Deus! O que foi que eu perdi em todos esses anos? – riu friamente, espantada.

– Logo depois você foi embora daqui as coisas pioraram muito. – a morena começou a contar resumidamente a história. – Kopus foi expulso da cidade, se envolveu nos esquemas ilegais do pai dele com drogas, roubos, voltou pra cá, trouxe mais confusão, acabou corrompendo Junior, que foi criado pela mãe dele e o tem como irmão. Foi preso, saiu em liberdade condicional. Homens querem a todo custo comprar a reserva para construir cassinos. Mac não queria Kopus aqui, foi assassinado e todos acreditam que foi Kopus, mas não, eram esses homens, um deles pai de Junior, que Kopus matou inclusive. – suspirou fundo, foi lembrando das coisas que Junior lhe contava em suas visitas advocatícias e continuou. – Parece que Junior tentou matar o pai para evitar a chantagem dele para a compra da reserva, mas foi pego e trancafiado em algum lugar e Kopus que estava em condicional violou a mesma pra ir atrás do garoto, Harold estava com ele, a filha mais velha de Harold e Jean é namorada de Junior. Acontece que eles fugiram e o pai de Junior resolveu voltar a reserva e se vingar. Marie morreu por causa dele, Junior quase morreu também. Invadiram a casa de Kopus mas ele já os aguardava, matou os dois dentro da própria casa.

– Então foi legítima defesa. – a engenheira afirmou prontamente ao ouvir aquela história.

Skye riu de forma fria e debochada, como se o ‘legítima defesa’ não fizesse sentido algum:

– Ele é um ladrão, traficante, lunático que não se importa com ninguém. Matou pessoas, está no…

– …é legítima defesa. Não pode estar preso por isso. – Deena se levantou da cadeira e passou a andar pela cozinha. – Skye, você é advogada, meu pai é juíz, então eu conheço o básico de direito. Se esses homens entraram na casa de Kopus armados para matá-lo e ele os matou, isso se enquadra dentro da lei como legítima defesa. Como anda o processo dele.

– Não tem processo. – respondeu. – Simplesmente está preso por violar a condicional e por assassinar dois homens, mas não tem advogado de defesa e a promotoria não está nem aí, apenas está preso preventivamente.

– Sim mas ele conhece as terras e se você quer salvar a reserva e as pessoas que moram nela, eu preciso dele. – Deena colocou as duas mãos na cadeira onde estava sentada, enquanto encarava a mulher que permanecia sentada de cabeça baixa. – Qual é Skye? Olha, eu sempre detestei Phillip Kopus, ele era um rebelde metido a gostosão que vendia drogas para os meus amigos e para o meu namorado na época da escola, que me chamava de santinha. Eu acho até que o abuso de drogas piorou a situação do Brian. – lembrou-se do antigo namorado e abaixou a cabeça. – Mas eu sou justa, sempre fui justa e você também e pelo que está me contando, ele agiu para se defender e tentar salvar sua família. Não me parece um assassino. Precisamos dele, temos que tirá-lo da prisão.

Skye então ergueu seus olhos negros à ela, estreitando os olhos na moça. Dando um meio sorriso frio:

– Você sabe porque Phillip Kopus foi expulso da cidade e da reserva também? – molhou os lábios e continuou. – Porque ele é culpado pela morte do seu ex-namorado, Brian. Ele estava com ele no Lago da Tartaruga, viu ele se afogando e não fez nada. Deixou o garoto morrer por pura diversão.

A engenheira andava pela cozinha quando ouviu as ultimas palavras da advogada. Parou há alguns metros dela, estreitando os olhos na mulher, incrédula com o que havia acabado de ouvir.

– O quê? Kopus não teve nada a ver com a morte de Brian, ele cometeu suicídio. Quer dizer… – voltou a se aproximar da mesa, sentando-se novamente. – …ele pode ter entupido ele de drogas mas nunca obrigou-o a usar e tão pouco deixaria ele morrer afogado. Phillip era um porco com quem odiava mas sempre foi um amigo leal com quem ele gostava, era o único amigo que Brian tinha e ele amava a Jean, não mataria o irmão dela. Que loucura!

– Olha, você não estava mais aqui, não sabe o que aconteceu e o que afirmaram é que ele estava com Brian naquela noite.

– E daí que eu não estava mais aqui? Skye, duas semanas antes da morte do Brian, ele me mandou uma carta, com uma foto nossa em anexo e uma de suas famosas fitas gravadas. Tanto na fita quanto na carta, o conteúdo é o mesmo: saudades minhas, a cabeça que não estava saudável e que ele não aguentava mais as torturas psicológicas de seu pai, que estava cansado de viver e que na primeira oportunidade daria fim ao seu sofrimento. Eu trouxe tudo isso comigo, está guardado. – ficou pensativa por alguns segundos olhando para a xícara sobre a mesa e em seguida voltou a olhar para a amiga. – Espera aí. Há mais ou menos um ano atrás, Harold Jensen me mandou cópia de uma gravação do Brian, do dia da morte dele. Junto ele escreveu uma carta pequena, dizendo que só queria que eu soubesse que eu não era culpada. – revirou os olhos. – Por anos eu me senti culpada por tê-lo abandonado, achava que só havia agravado a depressão dele. Nem sei como Harold descobriu meu endereço em Mishigan mas, o fato é que a fita existe e a gravação é clara: quem estava com Brian na noite e no momento da morte dele era Harold e não Kopus.

– Mas ele foi um dos que alegou que Kopus estava com ele. – Skye comentou com estranheza.

– Pra se safar. Filho da mãe, é claro. Ele sempre foi apaixonado pela Jean e sabia que ela nunca deixaria o Phillip por ele, então, ele incriminou Kopus, ele é expulso, Jean passa a odiá-lo e vai se consolar nos braços dele. Covarde. – levantou-se da mesa de novo. – Vamos até a delegacia. Quero falar com Phillip Kopus, tenho uma proposta para ele e você vai me ajudar.

A morena se levantou também, um tanto nervosa com aquela pressão e não muito afim de ceder a ela.

– Eu não vou me envolver no passado e nem na ficha criminal de Phillip Kopus, minha tia está morta e foi por culpa dele. – insistiu em dizer suas mágoas.

– Você quer salvar a reserva e os ramapos ou não?

– É claro que eu quero, é meu dever de líder. – Skye completou.

– Então você vai me ajudar a tirar Phillip Kopus da cadeia.

Be continued…

ATENÇÃO: ESSA OBRA É FICCIONAL, SURGIU DA VONTADE DE UM GRUPO DE FÃ DE QUERER SABER O QUE ACONTECEU COM O KOPUS APÓS O FIM DA SÉRIE PELO CANAL SUNDANCE CHANNEL E SOBRETUDO DA SAUDADE DA SÉRIE, APENAS PARA NOS DIVERTIRMOS CRIAMOS UM MUNDO ALTERNATIVO DENTRO DESSAS LINHAS.

ESPERAMOS QUE CURTAM E APROVEITEM A LEITURA!

Mahalo

Skye

fanfiction

Publicado em Fanfic, Fãs, Sem categoria | Marcado com | Deixe um comentário

[ FAN FIC ] ETERNA FRAÇÃO DE SEGUNDOS

ATTENTION PLEASE!!! 

ATENÇÃO!!!

A OBRA A SEGUIR TRATA-SE DE UMA FANFIC, OU SEJA É TOTALMENTE FICCIONAL, OS FATOS EM QUESTÃO NUNCA OCORRERAM!!!

fração

ETERNA FRAÇÃO DE SEGUNDOS
Escrito por Graziellah Azrak #Gypsy

Durante um evento, ele está andando entre os expectadores da feira, normalmente, como se não fosse uma celebridade. Porém, tudo que é bom dura pouco e não demorou muito para que o reconhecessem e causassem um reboliço no meio do evento.

Entre gritos pelo seu nome, vindo das fãs enlouquecidas, ele atravessou a multidão e avistou uma das moças que possuía seu rosto cravado na pele.

Não resistiu.

Passou por ela e deu-lhe um beijo no ombro e então saiu rapidamente, acompanhado do seu assessor e de seus seguranças.

Ainda tinha muitos autógrafos para dar, muitas fotos para tirar, mas Ele estava de bom humor e encarava aquilo tudo como uma espécie de brincadeira. E quando o momento do chamado Meet & Greet começou, ele passou a atender seus fãs, com o carinho e dedicação de sempre, fazendo questão de tirar fotos com eles da forma que os agradassem mais. Mas como entre todas as pessoas, tem sempre aquela que chama atenção. Aquela moça com a tatuagem no braço e os cabelos coloridos, havia chamado a dele. Talvez fosse sua pele morena, talvez fosse o brilho dos seus olhos de cigana, talvez fosse a felicidade dela em vê-lo e talvez fosse tudo misturado. A pureza dos sentimentos que ela deixara aflorar ao vê-lo ali na multidão, havia o deixado intrigado. Melhor que isso, havia o deixado curioso para conhecê-la melhor. Quando viu que ela era a próxima à entrar, ele chamou seu assessor e cochichou algo no ouvido dele.

– Tem certeza? – o homem perguntou.

E ele apenas fez um gesto com a cabeça e o assessor lhe entregou um pequeno envelope. O ator pegou a caneta e escreveu algo por fora do pequeno envelope e guardou no bolso da calça que usava.
E então ela entrou. Sorriu, trocaram algumas palavras e ela lhe entregou um livro para ser autografado. Ele assinou o livro e então, sem que ela percebesse, retirou o pequeno envelope do bolso e colocou no meio do livro, entregando o livro à ela. Tirou uma foto abraçado à ela e ao sentir o calor da pele dela, o cheiro do perfume dela, só o instigou ainda mais. Valeria a pena. Era uma loucura? Era. Estava se precipitando? Talvez. Mas ele tinha certeza que valeria a pena. Se despediu dela. Se ela encontrasse o envelope e entendesse o recado, ótimo, se não, apenas lamentaria, afinal era um homem solteiro e sem compromissos.

Dever cumprido. De volta ao hotel luxuoso onde estava hospedado, ele subiu para seu quarto e dispensou os serviços do assessor. O homem não disse nada sobre as atitudes dele, longe dele questionar quem pagava seu salário. O ator também disse ao segurança que não ficasse colado na porta, só ficar no andar, já estava de bom tamanho e avisou que talvez, alguém pudesse aparecer, mas que esse alguém tinha a chave.

E a moça com cabelos coloridos, saiu da exposição, feliz da vida e abriu o livro para ver a assinatura de seu ídolo quando o pequeno envelope caiu de dentro do mesmo. Estranhou aquilo, mas pegou do chão e quase teve um desmaio quando leu a caligrafia dele, do lado de fora. “If I want to meet you again tonight?” (E se eu quiser te reencontrar essa noite?). Era a chave do seu quarto no envelope, o cartão que abriria a porta. Com o nome do hotel e o número do quarto. Ela não pensou duas vezes. Sorriu sozinha feito boba, dispensou as amigas e tomou o primeiro táxi, sem dar explicações de onde ia.

Assim que chegou na frente do hotel, ela pagou o táxi e saltou, abraçada ao livro que trazia consigo e olhou o enorme arranha-céu à sua frente. Entrou no mesmo e tomou a direção do elevador, mesmo que todos a olhassem como quem olhava para um extraterrestre. A movimentação do hotel era grande, devido ao fato de ter uma celebridade hospedada lá, naquela noite. Ela apenas exibiu o cartão do quarto numa das mãos de longe para um dos seguranças do hotel e ele, deu passagem para que ela entrasse no elevador. Estava curiosa e decidida. Ele queria reencontrá-la? Iria reencontrá-la. Apertou o botão do andar no elevador e mesmo se fechou e ela sentia o coração pular em seu peito, quase saindo pela boca. Aproveitou o espelho para dar uma ajeitada no cabelo e na maquiagem, até que ouviu o sinal do elevador avisando que chegaram no andar. Suas pernas estremeceram. Saiu do mesmo quando a porta abriu e procurou a porta, não demorando muito à encontrar. O segurança dele, estava longe, quase no final do corredor, mas a observava, parada na porta do quarto do ator.

Passou o cartão na porta e abriu a mesma, levando a mão à maçaneta devagar, abrindo a porta e aos poucos teve a visão do quarto, pouco iluminado, só com os abajures acesos e as cortinas fechadas. Colocou o livro e a bolsa sobre a mesa que tinha uma garrafa de vinho e queijos servidos, mas nada dele. Franziu a testa. Será que era alguma brincadeira de mau-gosto de alguém? Foi até a janela e deu uma espiadela pela fresta da cortina, enquanto pensava se deveria ou não ir embora, já que o quarto estava deserto. Exceto pela mesa posta e a TV ligada num show de rock passando num canal qualquer.

Foi quando ele saiu finalmente do banheiro. E quando avistou a morena com os cabelos coloridos de costas para ele, deu um meio sorriso e estreitou seus olhos verdes nela e foi na direção do quarto, em silêncio. Estava com os cabelos e o corpo ainda molhados, apenas com a toalha branca do hotel, enrolada na cintura e descalço. Foi chegando mais perto e quando parou há dois passos dela, cruzou os braços em frente ao peito largo.

– Então você veio? – a voz grossa dele, no seu inglês perfeito, saiu macia, sedutora.

E a moça sentiu o corpo inteiro estremecer e sentiu aquele cheiro de shampoo com sabonete, o frescor de banho tomado e não sabia se teria força nas pernas para se virar de frente para ele. Respirou fundo, fechou os olhos e sem pensar muito, virou-se de uma vez e então avistou a imagem dele, ali, todo molhado, cheiroso e com aquele sorriso safado nos lábios. Ela deu um sorrisinho nervoso e respondeu com seu inglês intermediário, mas que teria que servir no momento.

– Sim, eu vim. – ergueu os olhos para encará-lo, bem mais alto que ela. – E agora?

O homem levou uma das mãos à barba, coçando a mesma enquanto permanecia com seus olhos fixados nos dela.

– Agora? – deu um passo à frente. – Você me diz. O que quer agora? – deu um passo à frente e levou a mão ao cabelo dela, tirando uma mecha da frente dos olhos dela.

– Sinceramente? Acho melhor eu não dizer. – ela riu e mordeu o lábio.

– Nem precisa. – ele completou.

E então, movido pelo impulso do momento, ele levou as mãos aos ombros dela e desceu pelos seus braços, voltando a subir, até encontrar o pescoço dela e apertou levemente, deslizando para a nuca e a puxou para perto dele, abaixando o rosto e invadiu a boca dela com a sua, num beijo quente, intenso e então a pegou pela cintura e atirou a mulher na cama, tirando a toalha que usava a jogou longe, atirando-se sobre ela e voltou a beijá-la segurando seu rosto, enquanto sua outra mão, entrava por dentro da camiseta que ela vestia e apertava a pele dela. Aos poucos, foi subindo a camiseta e sua mão então, apalpou o seio dela. Mordeu o lábio dela e então afastou seu rosto do dela e olhou novamente nos olhos dela e sorriu. Parecia ter pressa, levantou a camiseta dela e ela ergueu os braços para ajudá-lo a tirar, avistando assim os seios dela, cobertos pela lingerie preta que ela usava. Ele levou as mãos à eles, apertando levemente e então subiu as mãos pelas alças do sutiã que ela usava e desceu ambas, puxando-as até a altura da cintura dela. Novamente apertou os seios dela e voltou a beijá-la, descendo os beijos pelo pescoço dela, colo, até chegar aos seios que ele fez questão de saborear um de cada vez, entre beijos, chupadas e mordiscadas, ele se deliciava da pele dela, enquanto ela, apenas gemia baixinho e acariciava os cabelos dele, extasiada com aquele momento e ainda sem acreditar que poderia ser verdade. Ela deslizou suas mãos pelos ombros dele, até as costas, chegando até próximo à bunda dele e o apertou, deixando claro o quanto o desejava e o queria. Já conseguia sentir a ereção dele, mesmo que ainda estivesse de jeans. Jeans que não durou muito tempo em seu corpo. O homem foi descendo seu caminho de beijos até o umbigo dela e desceu mais, abrindo o zíper da calça dela e puxou o mesmo com rapidez e até certa brutalidade, juntamente com a calcinha que ela usava, descendo a mesma até os pés dela. Se ergueu entre as pernas dela e terminou de tirar a roupa dela, olhando para ela, nua, em sua cama. Levou as mãos aos joelhos dela e foi subindo lentamente, deslizando-as em suas coxas, pelo lado de dentro e foi se abaixando e então beijou a intimidade dela, passando a chupá-la em seguida, como se fosse uma fruta suculenta e ele um lobo faminto, precisando se alimentar dela. A mulher se agarrou aos lençóis da cama e gemeu mais alto quando sentiu a língua quente dele invadir sua intimidade molhada que latejava de desejo por ele. Se contorcia de prazer à cada nova investida dele com a língua dentro dela e a cada gemido dela, ele ficava ainda mais louco para possuir aquela morena. Voltou a subir o caminho de beijos pelo corpo dela e então, entrelaçou suas mãos com as dela, colocando-as sobre a cabeça dela e a penetrou com força, por completo, gemendo com os lábios próximos aos dela. Sorriu abertamente e puxou o ar entre os dentes, saindo e entrando novamente dentro dela e então mordeu o lábio dela, dando um beijo rápido nos lábios dela e afundou seu rosto nos cabelos dela, sentindo o perfume dela, ouvindo os gemidos dela em seu ouvido e deixando os seus gemidos roucos invadirem o ouvido dela também. Se movimentava lentamente, entrando e saindo de dentro dela, sentindo seu membro deslizar pela íntimidade dela. Aos poucos foi aumentando a velocidade de seus movimentos, que apesar de mais rápidos ainda eram profundos e completos, movimentando seu corpo que subia e descia junto com o dela à medida que a penetração se tornava mais intensa. Ela transpirava, ele também, ela queria mais e ele também. Então, ele se levantou, saindo de dentro dela e a virou de costas, tirando os cabelos dela de lado e mordeu seu pescoço e foi descendo os lábios pelas costas dela, passando a língua pela mesma e então, quando chegou à bunda dela, ele a apertou com força, deixando a marca de seus dedos e a colocou de quatro, levando as mãos ao quadril dela e a penetrou novamente, gemendo alto, de tanto prazer que sentia com ela naquele momento. Uma das mãos dele, foi ao pescoço dela que ele segurava com cuidado e a outra, deslizou para frente do corpo dela e ele a tocava enquanto continuava a entrar e sair dela, rapidamente, sentindo-a ainda mais apertada. O som dos corpos deles se chocando e dos gemidos dela, o deixavam louco e não demorou muito para que ele quisesse gozar. Continuou investindo nela e só gozou quando sentiu que ela o fazia primeiro.

Quando seu corpo finalmente relaxou, ele saiu de cima dela e atirou-se na cama, puxando-a com ele e a abraçou, beijando os lábios dela. A moça sorriu para ele que lhe sorriu de volta e eles não falaram mais nada. O ator apenas a aconchegou em seus braços e ela acabou adormecendo ali, completamente realizada nos braços dele.
No dia seguinte, quando ela acordou. Ele não estava mais no hotel. Mas havia deixado um bilhete. Curiosamente uma frase de um poeta brasileiro e mundialmente conhecido: Carlos Drummond de Adrade:

“Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata.”

Vejo você por aí, garota!

FIM.

fanfiction

Publicado em Fanfic, Fãs, Sem categoria | Marcado com , | Deixe um comentário

NOVIDADES…É FANFIC QUE VOCÊS QUEREM????ENTÃO…SENTA QUE LÁ VEM A HISTÓRIA…

Aloha Meninos e Meninas

Como vão vocês?

Algumas fãs sempre nos procuram pra contar seus mais loucos sonhos com o Jason, sendo assim:

fanfic.jpg

Nos próximos dias iremos publicar uns contos puramente ficcionais, denominados FANFIC´S, de uma de nossas colaboradoras, será um conto expirado no nosso querido Jason denominado uma FRAÇÃO DE SEGUNDOS, e um possível final alternativo para a série THE RED ROAD, que nos deixou sem uma conclusão.

E se você também tem uma fanfic e deseja nos enviar, por favor entre em contato conosco através do facebook Jason Momoa Brasil Oficial.

Esperamos que vocês gostem.

E nos deixe saber sua opinião.

Desde já agradecemos o carinho.

Mahalo

Skye

fanfiction.jpg

Fan fiction (em português, literalmente, “ficção de fã”), também grafada fanfiction ou, abreviadamente, fanfic é uma narrativa ficcional escrita e divulgada por fãs em blogs e sites e em outras plataformas pertencentes ao ciberespaço e parte da apropriação de atores, personagens e enredos provenientes de produtos midiáticos como filmes, séries, quadrinhos, videogames, etc, sem que haja a intenção de ferir direitos autorais ou obter de lucros. Portanto, tem como finalidade a construção de um universo paralelo ao original e também a ampliação do contato dos fãs com as obras e autores que apreciam para limites mais extensos.

Publicado em Fanfic, Fãs | Deixe um comentário

O HOMEM POR TRÁS DA VOZ

 

JL1

 

Aloha,

Meninas e Meninos,

Ainda sobre a nossa querida Liga da Justiça, trazemos para vocês hoje uma entrevista super bacana, com ninguém menos que ele, Francisco Jr que dá voz ao nosso Aquaman no filme mais aguardado do ano da DC Comics.

Mais uma vez Big Mahalo´s Francisco, por todo carinho e atenção dispensados a nós e nossos seguidores da Page Jason Momoa Brasil Oficial no FB, foi um prazer imenso.

Shall we…lol

About Him

francisco

Francisco Jr é ator e atualmente se dedica a dublagem, não confundam dublador com dublê.

O dublador usa a voz para interpretar os personagens e o dublê interpreta as cenas de ação ou as cenas mais perigosas dos nossos queridos atores para que eles não se machuquem. Ok?

Francisco nos contou que desde pequeno já se interessava por essa arte, dublagem, e que assistindo a Cavaleiros do Zodíaco ainda garoto começou a reparar, reconhecer as vozes se interessar ainda mais por essa profissão. Naquela época não se tinha muita informação então ele foi deixando meio de lado, mais com o tempo essa paixão falou mais forte e ele então resolveu correr atrás do sonho e descobriu que antes de ser dublador ele teria que ser ator obrigatoriamente. Sendo assim, ele ao começar a trabalhar se dedicou as aulas de teatro e televisão, fez peças e etc, até que finalmente conseguiu dar entrada no curso de dublagem isso há 10 anos e não parou mais.

Então, fica a dica do Francisco, pra quem assim como ele também se interessa por essa profissão de dublador, você precisa primeiramente fazer um curso de teatro profissionalizante e que seja reconhecido pelo Ministério do Trabalho, para que você possa tirar o seu registro profissional (DRT) e depois fazer um bom curso de dublagem. Todos os timbres de voz segundo ele são bem vindos. O próprio Jason mesmo, nunca teve uma voz certa, e já foi dublado por vários colegas do Francisco tanto no Rio de Janeiro, como em São Paulo.

A primeira vez que ele o dublou foi para o filme dirigido, pelo próprio Jason, Road to Paloma, segundo ele nos contou, ao chegar pra gravar ficou super feliz além de surpreso por já ser um grande fã do ator desde Game of Thrones, e não parou por ai, ou seja ainda iremos vê-lo, ops ouvi-lo em Sugar Mountain e Once upon a Time in Venice (Loucos e Perigosos).

Dentre suas dublagens estão Dominic Purcell, Anthony Mackie, Michael Jai White, Adan Canto, sendo seus favoritos o Dominic e o Jason. E ficamos felizes em saber disso.

Ping Pong

Skye x Francisco Jr

Nome: Francisco de Assis Oliveira Júnior

Idade: 31 anos

Profissão: Ator

Estado Civil: Casado com a Mirella (então pendurem as calcinhas pra secar no varal) risos

Sonho: Ter o cabelo do Jason Momoa…risos

Maior Realização: “Trabalhar com o que eu sempre sonhei e dublar filmes que eu nunca imaginei fazer.” Francisco Jr.

Uma frase: “ Glorioso São Bento, abade fervoroso e exemplar, meu grande santo protetor e de todos que lhe suplicam. Que Tu afastes de mim qualquer influência maligna e maldições dos meus antepassados, dos meus inimigos e pessoas ruins”. Oração de São Bento

Hobby: Surfar, skate e desenhar…coincidência ou não Papi também…risos

Perguntas e Respostas

Gypsie x Francisco Jr.

Q – Houve alguma dificuldade em dublar o Jason como Aquaman no filme da Liga da Justiça?

R – Ele é um cara bem tranquilo de fazer, bem solto, é tudo bem natural, em termos de tom de voz a dele é muito próxima da minha.

Aquaman é um personagem bem peculiar, sendo assim, no momento da dublagem você considera mais fácil ou mais difícil de interpretá-lo?

R – Foi tranquilo (risos). Na verdade foi uma experiência bem divertida, o diretor de dublagem (Guilherme Briggs), me deixou super à vontade para fazer o personagem e adaptar as falas se necessário. Foi divertido e muito engraçado.

Q – Você escolheu dublar o Aquaman ou foi escolhido?  Se pudesse escolher outro membro da Liga, trocaria?

R – Não sou eu que escolho, fui escalado pelo diretor porque dublei alguns filmes dele, então rolou um teste de voz com outros dubladores e esse teste foi enviado para o cliente ( Warner) para escolher a que mais se encaixava (em termos de tom de voz) com o Jason Momoa, e aí fui escolhido!!! Woohooooo!!! E não eu não trocaria por outro personagem, curto muito o Aquaman.

Q – Alguém já conversou com você em algum lugar (supermercado, padaria etc…) e disse caramba você é a voz do Jason Momoa?

R – Já rolou no táxi de falarem que a minha voz não é estranha e que já ouviu em algum lugar. Então falo que já dublei o Hit de Dragon Ball Super, Falcão do Capitão América e agora o Aquaman, a galera pira…risos

E tem também as pessoas que perguntam o que eu faço e quando eu digo que sou ator e trabalho como dublagem elas se confundem e penso que eu sou dublê…hahahahahaha, perguntei se já me joguei de escadas, pulei de prédio pegando fogo ou de moto. É engraçado.

Q – Tem algum outro personagem/ator peculiar que você gostaria muito de fazer a dublagem?

R – Gostaria de dublar algumas coisas que marcaram a minha infância e adolescência tipo Jaspion, Cavaleiros do Zodíaco, alguns filmes de ação do Bruce Lee, Braddock, Caçadores de emoção (Point Break), Ritmo Quente (Dirty Dance) e principalmente aquele filme do Stallone – Falcão, O Campeão dos Campeões, adoro esse filme.

Filmografia de Dublagem

Desenhos: Hit – Dragon Ball Super / Grimmjow – Ginjou Bleach / Nanatsumotaizou – FullMetall / Crossbone / Minhoca do Futuro / Shazaam / Killercro / Hawkman

Adores: Jason Momoa / Adan Canto / Dominic Pucell / John Cena / Morris Chestnut / Anthony Mackie / Adewale Akinnuoye Agbaje / Blair Underwood / Dulí Hill / Chad Coleman / Mahershala Ali

Filmes: Road To Paloma / Loucos e Perigosos / Sugar Mountain / Esquadrão Suicida / Marvels Agent / Ballers / Na Mira do Atirador / DC Legends

Redes Sociais

FB: https://www.facebook.com/franciscojunior.jr?hc_location=ufi

IG: @jrfranciscojunior

Espero que tenham gostado.

barbara

Mahalo B. Skye

 

Publicado em Cinema, DC COMICS, HQ, Netflix, Séries | Marcado com , , , , | 2 Comentários

JUSTICE LEAGUE – YOU CAN´T SAVE THE WORLD ALONE

Liga-da-Justiça-capa-2

LIGA DA JUSTIÇA É O FILME!

Depois do grande sucesso que foi Mulher Maravilha, finalmente parece que a DC Comics está encontrando o rumo dos filmes de super-heróis de sucesso.

 Uhulll…Uma salva de palmas para Zack E Joss, arrebentaram!

Justice League chegou às telas dos cinemas de todo mundo no último dia 15.11.17, nós estivemos lá para conferir a sessão de pré-estréia em Salvador-BA e Marília-SP e foi sensacional!

No filme da Liga é permitido aos heróis vivenciarem cada um seu momento, seja através da vulnerabilidade do Bruce como homem “comum”, lê-se assim porque afinal de contas Batman, não é qualquer homem comum, presenciamos um primeiro encontro bem tenso, mas já forte entre o Arthur e a Mera, vemos de perto os conflitos de um personagem pouco conhecido pelos leigos no Vitor aka Cyborg, vivenciamos as novas descobertas do Barry em relação aos seus poderes, muitos dirão que o personagem foi pouco aproveitado, eu terei que discordar, a galera super interagiu com suas caras e bocas no cinema, vemos a vida simples que a Diana aceitou e tenta viver no anonimato, a solidão da Lois vivida pela Amy Adams mais uma vez me encantou, a verdade que ela passa no olhar e no sentimento de não pertencimento que o seu personagem se encontra, por ter perdido sua fonte de inspiração Clark, para muitos o Superman, seu  ideal “perdido” em meio a tantas guerras e desespero, mostrando que o mundo precisa de seus heróis, e do seu amor incontestável pela humanidade.

Para muitos JL é apenas mais um filme da ERA de filmes de Super-Heróis, para aqueles que como eu, são fãs, conhecem mesmo que apenas um pouquinho das histórias de cada personagem, é muito mais que isso, é a concretização de um sonho, a realização de uma espera de 30 anos no meu caso e mais que isso eu diversos outros.

Primeiramente, não sou nenhuma expert, nem crítica de cinema, apenas uma fã de HQ´S e cinema, que espera por esse filme desde garotinha, e mais avidamente desde, Eu Sou A Lenda com o Will Smith onde se vê no final durante a luta do Will com o Zumbi um ester egg dando indícios de que sim pelo cartaz de BATMAN VS SUPERMAN, haveria um filme no futuro, entendedores entenderão o que estou falando, isso mesmo meus caros, nunca me esqueci disso, e desde então aguardamos.

ALERTA!!!!

Então vamos falar sobre o filme? Mais calma! Talvez para alguns o que eu vou dizer seja considerado spoilers, então se você não assistiu o filme PARE AGORA – STOP NOW! Se você não liga então, vamos continuar. Shall we

É um filme simples e bonito, com uma fotografia incrível e em muitos momentos podemos ver o Zack e Joss, quem conhece o trabalho de ambos saberá diferenciar, e a junção dos dois pra realização desse trabalho tão aguardado, desejado e querido pelos fãs de HQ´S.

O tom sombrio e o humor na sintonia certa.

 

Graças a Deus tiraram a ideia de um filme completamente sombrio, e acertaram em cheio.

Muitos dirão que não, e que os momentos de humor eram desnecessário, terei que discordar novamente, pois durante o filme teve momento pra tudo, principalmente as alterações de humor dos personagens. risos

aquaeben

A verdade é que dos filmes do Ben como Batman esse foi o melhor deles, ele se superou e me surpreendeu, ver o Bruce mais “humanizado” ou pelo menos tentando “corrigir” seus atos, uma vez que para ele seus atos são justificados pelos feitos daqueles que ele deve punir, me deixou bem satisfeita na sua atuação.

bruce

Minha infância foi cercada de debates envolvendo o fato do Batman ser ou não considerado um super-herói.

A pergunta é, o que faz um super-herói?

É necessário somente ter superpoder?

Acredito que não!

Ações são capazes de fazer com que, qualquer um seja um herói, mas as intenções contam e muito.

gal

Em contrapartida a isso vemos uma Diana, dualizando com sua vida simples e sua parte guerreira/amazona tentando ser a líder que seu povo espera que ela seja, e a mulher depois do Steve Trevor.

A busca indireta do Arthur por pertencer a algum lugar e tentar fazer as pazes com seu passado, mesmo que de um jeito torto e icônico, que só o Momoa poderia fazer, e nós amamos!

barry

Vemos o sofrimento do Barry, para refazer o que restou da sua família e sua inabilidade de socializar.

E sentimos com o Vitor seu processo de aceitação da sua nova condição.

Dito isso meus caros amigos, a DC, Zack Snyder, Joss Whedon, e todos os envolvidos, dos atores, produtores, roteiristas, dublês e casting fizeram desse filme um dos melhores da franquia desde Batman VS Superman. E depois dos 2 pós créditos finais não deixaram a dever a ninguém  – That said, my dear friends, DC, Zack Snyder, Joss Whedon, and everyone involved, actors, producers, writers, stunts and casting made this movie one of the best in the franchise since Batman VS Superman. And after the final two credits, they did not owe it to anyone.

E que venham os demais filmes: Aquaman, Mulher Maravilha 2, JL 2, Flash, Shazaam, só por favor continuem na GOOD VIBE.

Sendo assim:

Special Thanks to Zack Snyder e Joss Whedon, all the casting you have made this great child and thousands of others throughout the world very, very, very happy – vocês fizeram essa criança grande e milhares de outras pelo mundo muito, muito, muito felizes.

hq

Aos nossos Heróis (HQ´S), obrigada por inspirarem tantos de nós a sermos pessoas melhores.

Muito obrigada ao portal Henry Cavill BR pelo trabalho incrível na sua linda page e as legendas das entrevistas do WORLD TOUR JUSTICE LEAGUE, vocês são show.

 

To you The Protagonists of the League: Henry Cavill, Ben Affleck, Gal Gadot, Ray Fisher, Ezra Miller and of course Jason Momoa, Big Mahalo’s thanks for lending their faces to the childhood idols of millions of us around the globe.

You are awesome!

liga1

A vocês Os Protagonistas da Liga: Henry Cavill, Ben Affleck, Gal Gadot, Ray Fisher, Ezra Miller e claro Jason Momoa, Big Mahalo´s obrigada por emprestarem seus rostos aos ídolos da infância de milhões de nós ao redor do globo.

Vocês são Foda!

Galerinha, quem for assistir o filme e quiser enviar fotos estamos montando um álbum super bacana no face.

barbara

Mahalo B.

*Nota: No início da noite de ontem 16.11.17, segundo o site http://www.omelete.com.br o filme Justice League havia batido todos os recordes de audiência na sua pré estréia em apenas um dia 15.11.17 feriado nacional no Brasil 13 milhões de pessoas já haviam assistido o filme, passando It, A Coisa (5,5 milhões ) e Guerra Civil (10,1 milhões), Velozes e Furiosos 8 (7,8 milhões), e Homem-Aranha: De Volta ao Lar (6,9 milhões).

Publicado em Cinema, DC COMICS, HQ, Portal Henry Cavill BR | Deixe um comentário